sexta-feira, 24 de julho de 2026

Tarifas de Trump: Veja os principais itens isentos da nova tarifa de 12,5% 


Os Estados Unidos anunciaram uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, desta vez sob a alegação de que o Brasil não combate de forma eficaz a importação de bens produzidos com trabalho forçado. 


"Os Estados Unidos têm uma proibição de importação de trabalho forçado há quase um século e a aplicam rigorosamente. Já passou da hora de nossos parceiros comerciais fazerem o mesmo", disse o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.


Apesar da nova cobrança, uma série de produtos ficou de fora da lista de sobretaxas. Entre os principais itens isentos estão:


Carne bovina;

Outros produtos animais;

Mudas e sementes;

Hortaliças e legumes;

Raízes e tubérculos;

Frutas e nozes;

Café, chá e erva-mate;

Especiarias;

Cereais e derivados;

Óleos e ceras vegetais;

Açúcar;

Cacau;

Alimentos preparados;

Sucos e bebidas;

Minerais não metálicos;

Minérios e concentrados;

Carvão e coque;

Petróleo e derivados;

Produtos químicos básicos;

Alumina e compostos de alumínio;

Vanádio;

Terras raras e materiais críticos;

Fertilizantes;

Insumos para defensivos agrícolas;

Produtos químicos com limitação de uso;

Borracha natural;

Couros exóticos;

Madeira;

Celulose;

Fibras vegetais para horticultura;

Computadores e armazenamento;

Equipamentos para semicondutores;

Semicondutores;

Outros eletrônicos.


Governo brasileiro reage e fala em reciprocidade

A nova tarifa foi anunciada pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) e será aplicada a um grupo de 60 economias investigadas por supostas falhas no combate ao trabalho forçado em cadeias produtivas. No caso brasileiro, a sobretaxa poderá ser cumulativa com a tarifa de 25% divulgada na semana passada.


Em resposta, o governo brasileiro determinou o acionamento da Lei da Reciprocidade Econômica, instrumento que autoriza o Brasil a adotar medidas proporcionais diante de barreiras comerciais impostas por outros países. O governo brasileiro também contestou a justificativa apresentada pelos Estados Unidos para a nova taxação.


“Tendo em vista o caráter completamente arbitrário e injustificado das tarifas anunciadas contra o Brasil, iniciaremos imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e levaremos o tema ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC”, afirmou o governo por meio de nota à imprensa.