sábado, 25 de julho de 2026

Paramount suspende compra da Warner Bros após risco de multa de US$ 1,7 bi 


🚨A Paramount Skydance (PSKY34) concordou nesta sexta-feira em suspender a aquisição da Warner Bros Discovery (W1BD34) até que seja proferida uma decisão sobre a contestação do 


negócio por parte de estados norte-americanos. A medida mergulha o negócio de US$ 110 bilhões em ainda mais incerteza e pode custar caro à empresa.


O acordo suspende a transação até junho do ano que vem, no máximo, reduzindo em algumas semanas o cronograma original do processo. 


O custo da espera, porém, é elevado. Caso a fusão não seja concluída até 30 de setembro, a Paramount poderá ter que pagar até US$ 1,7 bilhão em multas por atraso aos acionistas da Warner Bros, com cobrança de US$ 7 milhões por dia.


"Estamos ansiosos para defender nosso caso no julgamento", disse o porta-voz da Paramount.

Califórnia e 11 estados entraram com ação antitruste


A Califórnia e outros 11 estados dos EUA ingressaram com uma ação em 13 de julho, argumentando que o acordo criará um gigante da mídia com poder para aumentar os preços no cinema e na televisão. A ação foi movida no tribunal federal de Oakland.


"Suspender essa fusão enquanto nosso processo segue adiante é uma vitória crucial em nossos esforços para fazer valer a lei e proteger as indústrias do cinema e da televisão",


 afirmou a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, que também ingressou com uma ação para bloquear o acordo.


Segundo análise da Reuters sobre casos recentes, desafios semelhantes a fusões levaram, em média, oito meses para que um juiz se pronunciasse, o que sugere que a resolução do processo pode se estender consideravelmente.


📊 A ação judicial ameaça frustrar os planos do presidente-executivo da Paramount, David Ellison, de transformar a companhia em uma grande rival da Netflix (NFLX34) e da Disney (DISB34) 


por meio da fusão com a Warner Bros Discovery. As ações da Paramount caíram 3,3% nesta sexta-feira e acumulam queda de 37% no ano.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Dona do Habib's e Ragazzo consegue proteção judicial com dívida de R$ 312 mi 


💰 O Grupo Gennius, que controla as redes de restaurantes Habib's, Ragazzo e Tendall Grill, obteve na Justiça um pedido de tutela cautelar contra credores da empresa, movimento que costuma anteceder pedidos de recuperação judicial. 


As dívidas do grupo somam R$ 312,41 milhões, segundo a decisão judicial. A informação foi divulgada pelo portal Neofeed e confirmada pelo Globo.


O titular da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, juiz Jomar Juarez Amorim, concedeu parcialmente a cautelar no último dia 1º para 174 sociedades do Grupo Gennius e de seus administradores por 60 dias. 


A medida foi tomada "em prol da preservação da empresa e da maximização dos ativos do devedor", segundo trecho da decisão. O magistrado avaliou que, sem a proteção, as execuções e expropriações poderiam causar uma "liquidação desordenada" do grupo.


Pandemia e mudança nos hábitos de consumo explicam a crise

De acordo com a decisão, a Gennius foi impactada financeiramente pela pandemia de Covid-19, pela mudança nos hábitos de consumo com a


 disseminação das plataformas de marketplace e pelo cenário macroeconômico "extremamente adverso." O grupo opera com quase 400 lojas espalhadas pelo Brasil.


O pedido de proteção abrange 174 empresas e pessoas com envolvimento no grupo, incluindo as razões sociais do Habib's (Alsaraiva Empreendimentos Imobiliários) e das cozinhas da Ragazzo (Allpasta Empreendimentos e Participações), além de centros de produção e de distribuição da rede. 


O fundador Alberto Saraiva, que criou o Habib's em 1988 em São Paulo, também foi incluído no pedido de proteção. Belchior Saraiva Neto, um dos administradores do grupo, igualmente figura no pedido da cautelar.


O Ragazzo foi inaugurado três anos após o Habib's, em 1991. Em 1992, o grupo criou o sistema de franquias, que permitiu a expansão da rede por todo o país.


Procurado, o Habib's confirmou o pedido e disse que o objetivo é "negociar os passivos financeiros acumulados durante o período desafiador dos últimos anos." 


📊 Em comunicado, a rede afirmou que "as lojas do Grupo continuam funcionando normalmente em todo o país, mantendo o mesmo padrão de qualidade e atendimento aos nossos clientes."

Petição que pede exclusão da Argentina da Copa 2030 tem mais de 23 milhões de assinaturas


Uma campanha online que defende a exclusão da Argentina da Copa do Mundo de 2030 ultrapassou a marca de 23,3 milhões de assinaturas e ganhou projeção internacional nos últimos dias.


 O movimento surgiu após a classificação da seleção argentina sobre a Inglaterra na semifinal do Mundial, vencida por 2 a 1, quando jogadores exibiram uma faixa reivindicando a soberania argentina sobre as Ilhas Malvinas.


Além do protesto político, os organizadores da iniciativa sustentam que a equipe teria sido favorecida pela arbitragem durante a competição. Com a repercussão, a FIFA informou, segundo a CNN, 


que analisará o conteúdo do abaixo-assinado e também investigará episódios envolvendo atletas argentinos após a confusão registrada na decisão contra a Espanha.


Os jogadores Nahuel Molina, Leandro Paredes e Thiago Almada, além do auxiliar técnico Roberto Ayala, estão entre os citados. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram Molina aparentemente acertando 


o meio-campista espanhol Rodri durante o tumulto, enquanto Paredes protagoniza um bate-boca com o defensor Eric Garcia.

Caso sejam constatadas infrações, os envolvidos poderão responder com


 base no Código Disciplinar da FIFA, que prevê punições para comportamentos considerados antidesportivos ou prejudiciais à imagem da modalidade.


Batizada de “Fora Argentina”, a campanha afirma que a entidade máxima do futebol e a arbitragem teriam beneficiado a equipe comandada por Lionel Messi ao longo do torneio. Na avaliação dos autores,


 isso teria comprometido a credibilidade da competição, motivo pelo qual defendem que a seleção seja impedida de disputar a próxima edição da Copa do Mundo.


O abaixo-assinado foi encerrado com 23.316.108 assinaturas, tornando-se um dos maiores já registrados no mundo. Apesar da expressiva adesão, ainda ficou abaixo do recorde reconhecido pelo Guinness,


 que pertence à campanha Jubileu 2000. Lançada em 1997 para pedir o perdão da dívida externa dos países mais pobres, a iniciativa reuniu 24.319.181 assinaturas.


 Segundo os organizadores da petição contra a Argentina, apoiadores de 170 países aderiram ao movimento em menos de uma semana.

Tarifas de Trump: Veja os principais itens isentos da nova tarifa de 12,5% 


Os Estados Unidos anunciaram uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, desta vez sob a alegação de que o Brasil não combate de forma eficaz a importação de bens produzidos com trabalho forçado. 


"Os Estados Unidos têm uma proibição de importação de trabalho forçado há quase um século e a aplicam rigorosamente. Já passou da hora de nossos parceiros comerciais fazerem o mesmo", disse o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.


Apesar da nova cobrança, uma série de produtos ficou de fora da lista de sobretaxas. Entre os principais itens isentos estão:


Carne bovina;

Outros produtos animais;

Mudas e sementes;

Hortaliças e legumes;

Raízes e tubérculos;

Frutas e nozes;

Café, chá e erva-mate;

Especiarias;

Cereais e derivados;

Óleos e ceras vegetais;

Açúcar;

Cacau;

Alimentos preparados;

Sucos e bebidas;

Minerais não metálicos;

Minérios e concentrados;

Carvão e coque;

Petróleo e derivados;

Produtos químicos básicos;

Alumina e compostos de alumínio;

Vanádio;

Terras raras e materiais críticos;

Fertilizantes;

Insumos para defensivos agrícolas;

Produtos químicos com limitação de uso;

Borracha natural;

Couros exóticos;

Madeira;

Celulose;

Fibras vegetais para horticultura;

Computadores e armazenamento;

Equipamentos para semicondutores;

Semicondutores;

Outros eletrônicos.


Governo brasileiro reage e fala em reciprocidade

A nova tarifa foi anunciada pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) e será aplicada a um grupo de 60 economias investigadas por supostas falhas no combate ao trabalho forçado em cadeias produtivas. No caso brasileiro, a sobretaxa poderá ser cumulativa com a tarifa de 25% divulgada na semana passada.


Em resposta, o governo brasileiro determinou o acionamento da Lei da Reciprocidade Econômica, instrumento que autoriza o Brasil a adotar medidas proporcionais diante de barreiras comerciais impostas por outros países. O governo brasileiro também contestou a justificativa apresentada pelos Estados Unidos para a nova taxação.


“Tendo em vista o caráter completamente arbitrário e injustificado das tarifas anunciadas contra o Brasil, iniciaremos imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e levaremos o tema ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC”, afirmou o governo por meio de nota à imprensa.

Chance de corte da Selic em setembro vai a zero em um único pregão; entenda o motivo 



🚨 O mercado praticamente zerou nesta quinta-feira (23) as apostas de corte na Selic em setembro, em um movimento brusco de reprecificação dos juros futuros provocado pela escalada das tensões entre EUA e Irã no Oriente Médio e pelo retorno do petróleo Brent ao nível de US$ 100 o barril. Hoje, a taxa básica de juros está em 14,25% ao ano.


Ainda ontem (22), as Opções do Copom negociadas na B3 (B3SA3) apontavam 52% de chance de algum corte na Selic em setembro. Na curva a termo, o mercado chegava a precificar uma redução de 5 pontos-base para o mesmo mês.


 Em um único pregão, esse cenário foi completamente revertido. A reprecificação não foi exclusiva ao Brasil. Nos EUA, o retorno do título de dez anos, referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito, 


atingiu o maior nível desde janeiro de 2025, chegando a 4,714% pela manhã e superando a máxima intradia de 4,687% registrada em maio deste ano.

Os investidores também ampliaram as apostas de alta nos juros americanos nos próximos meses. 


Segundo a ferramenta FedWatch do CME Group, a probabilidade de elevação nos juros pelo Fed (Federal Reserve) em setembro superou 80% ao longo do dia.

No fechamento do pregão regular, 


a mesma ferramenta apontava 66,3% de chance de manutenção dos juros americanos na faixa de 3,50% a 3,75% na decisão de 29 de julho, com 33,7% de probabilidade de alta de 25 pontos-base e nenhuma chance de corte.


Por aqui, as taxas de DI voltaram a se aproximar de 15%, com avanço de mais de 20 pontos-base nos vértices de médio prazo ao longo do dia.

A taxa de DI para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou a 14,045%, 


alta de quase 10 pontos-base frente aos 13,950% do fechamento anterior. Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, subiu 21 pontos-base, encerrando as negociações em 14,705%, ante 14,490% da véspera. 


A taxa de DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia a 14,825%, avanço de 14 pontos-base em relação ao fechamento de ontem.


Agosto ainda tem chances de corte, mas o ambiente ficou mais incerto

Apesar do fechamento das apostas para setembro, a curva a termo mantém a chance de corte na Selic na próxima decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), marcada para 5 de agosto. 


Há cerca de 68% de chance de redução de 25 pontos-base, segundo Flávio Serrano, economista-chefe do banco BMG, ante 32% de probabilidade de manutenção.


O cenário, porém, ficou consideravelmente mais nebuloso. Desde a semana passada, os agentes financeiros precificavam mais uma rodada de cortes após dados de inflação mais benignos no Brasil e nos EUA. 


📊 A escalada das tensões no Oriente Médio e o retorno do petróleo ao patamar de três dígitos mudaram esse cálculo de forma abrupta, recolocando o risco inflacionário no centro das atenções do mercado.

Os 30 clubes que mais cederam jogadores para a Copa do Mundo de 2026


Você sabia que alguns clubes lucram milhões de dólares apenas por liberar seus atletas para a Copa do Mundo?


A FIFA paga uma compensação financeira aos clubes por cada jogador convocado, e os gigantes do futebol europeu dominaram o ranking. Mas o Flamengo também aparece entre os destaques da América do Sul.


Top 30 clubes que mais cederam jogadores


Manchester City – 19 jogadores

Bayern de Munique – 18

Arsenal – 17

Paris Saint-Germain – 17

Barcelona – 15

Crystal Palace – 12

Manchester United – 12

Al-Hilal – 12


Atlético de Madrid – 12

Liverpool – 11

Borussia Dortmund – 11

Galatasaray – 11

Real Madrid – 10

Chelsea – 10

Juventus – 9

Inter de Milão – 9


Milan – 9

Benfica – 9

Sporting – 8

RB Leipzig – 8

Bayer Leverkusen – 8

Tottenham – 8

Ajax – 7

Napoli – 7

Sevilla – 7

Porto – 7


E os principais SulAméricanos: 


Flamengo – 4

Palmeiras – 4

River Plate – 4

Boca Juniors – 4



Os clubes que mais lucraram com a Copa do Mundo!

Você sabia que a Copa do Mundo não beneficia apenas as seleções? Os clubes também recebem milhões de reais por liberar seus jogadores.


A FIFA paga uma compensação financeira por cada atleta convocado, e o Manchester City liderou o ranking mundial ao ceder 19 jogadores. Logo atrás aparecem Bayern de Munique com 18, Arsenal e PSG com 17, além de Barcelona, Liverpool e Real Madrid.


Mas o futebol brasileiro também marcou presença. O Flamengo foi um dos clubes sul-americanos com mais convocados, enviando Wesley, Léo Ortiz, Arrascaeta e Gonzalo Plata. Com isso, o Rubro-Negro deve receber alguns milhões de reais da FIFA.


Essa compensação ajuda os clubes a reduzir o impacto de perder atletas durante o torneio e ainda representa uma importante fonte de receita.


Na sua opinião, qual clube montou o elenco mais forte da Copa do Mundo? Escreva nos comentários.

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Banco do Brasil (BBAS3) revela impactos da ajuda do governo Lula aos produtores rurais 


As dívidas do agronegócio com o Banco do Brasil (BBAS3) são um dos principais gargalos que a estatal precisará enfrentar para voltar a gerar valor aos seus acionistas, por isso, a instituição financeira tratou de comentar nesta quarta-feira (22) os possíveis impactos que a Medida Provisória das dívidas rurais terá em seus resultados.


Só o BBAS3 carrega uma carteira de crédito do agronegócio na faixa dos R$ 418,4 bilhões, logo comunicou ao mercado que a Medida Provisória do governo federal poderá contribuir para o reequilíbrio do fluxo de caixa da estatal.


Nas palavras do Banco do Brasil, uma possível regularização financeira dos produtores rurais favorecerá a continuidade de suas atividades produtivas. Todavia, quanto às projeções de impactos efetivos nos resultados, a empresa foi bem mais modesta.


"Neste momento, não é possível estimar os impactos da Medida Provisória sobre os indicadores financeiros, patrimoniais e de resultado do Banco, uma vez que tais efeitos dependem, entre outros fatores, das condições definitivas a serem estabelecidas na regulamentação aplicável e do volume efetivamente renegociado com produtores rurais elegíveis, em conformidade com a Política Específica de Crédito do BB", comentou Janaína Storti, gerente geral de Relações com Investidores, do BBAS3, em comunicado.


Por outro lado, o ministro da Fazenda já sinalizou que o Banco do Brasil tem o compromisso de receber os agricultores endividados, renegociar as dívidas para que o recém-lançado Plano Safra comece a operar em plena forma. 


se você tivesse investido R$ 1 mil em Banco do Brasil (BBAS3) há dois anos, hoje você teria R$ 850,00, já considerando o reinvestimento dos dividendos. A simulação também aponta que o Ibovespa teria retornado R$ 1.388,60 nas mesmas condições.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Bolsa se aproxima dos R$ 5 trilhões em valor de mercado; veja empresas mais valiosas 


A Bolsa brasileira voltou a flertar com a marca dos R$ 5 trilhões em valor de mercado, impulsionada pela valorização de algumas das suas principais empresas.


💰 De acordo com um levantamento da Elos Ayta Consultoria, o conjunto das mais de 300 companhias listadas na B3 era avaliado em R$ 4,96 trilhões no fechamento dessa quarta-feira (22). 


É o segundo maior valor de mercado da história da B3, atrás apenas do recorde de R$ 5,0 trilhões observado em 2020.


A marca foi alcançada depois que o Ibovespa saltou 2,44% e ganhou R$ 104,2 bilhões em valor de mercado no pregão dessa quarta-feira (22).


O salto foi impulsionado sobretudo pelas ações da Weg (WEGE3), Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4), que subiram forte diante de resultados positivos no segundo trimestre de 2026 e da alta do petróleo.


Onde está esse dinheiro?

De acordo com a Elos Ayta Consultoria, a onda compradora dessa quarta-feira (22) beneficiou empresas de diferentes setores econômicos. Porém, boa parte do valor de mercado da Bolsa brasileira segue concentrada em grandes companhias.


Atualmente, apenas 12 empresas listadas na B3 são avaliadas acima de R$ 100 bilhões. A lista é encabeçada pela Petrobras, pelos bancos e pela Vale.


Veja as 12 empresas mais valiosas da B3, em 22/07/26:


Petrobras (PETR4): R$ 588,4 bi;

Itaú (ITUB4): R$ 487,4 bi;

Vale (VALE3): R$ 320,2 bi;

Ambev (ABEV3): R$ 251,6 bi;

BTG Pactual (BPAC11): R$ 246,6 bi;

Weg (WEGE3): R$ 196,1 bi;

Bradesco (BBDC4): R$ 187,5 bi;

Axia (AXIA3): R$ 148,1 bi;

Banco do Brasil (BBAS3): R$ 120,4 bi;

Telefônica (VIVT3): R$ 113,0 bi;

Sabesp (SBSP3): R$ 103,2 bi;

Santander (SANB11): R$ 100,7 bi.


Recorde, mas nem tanto

Apesar de ter voltado a se aproximar da marca histórica dos R$ 5 trilhões em valor de mercado, a bolsa brasileira ainda não recuperou o protagonismo da década passada no mercado mundial.


💸 Levantamento da Elos Ayta Consultoria explica que a avaliação do mercado brasileiro segue abaixo de US$ 1 trilhão quando medida em dólares.

Neste caso, o recorde foi registrado em 2012, quando o conjunto das empresas listadas na B3 alcançou um valor de mercado de aproximadamente US$ 1,18 trilhão.


A marca foi registrada em um momento em que o dólar valia cerca de R$ 2 e a bolsa recebia um forte fluxo de capital estrangeiro, devido ao ambiente internacional mais favorável aos mercados emergentes.


"Enquanto em reais a bolsa praticamente dobrou de tamanho ao longo da última década, a desvalorização da moeda brasileira reduziu significativamente esse crescimento quando convertido para dólares",


 explicou o CEO da Elos Ayta Consultoria, Einar Rivero.

Segundo ele, esse dado mostra que o fortalecimento do mercado brasileiro no cenário global "dependerá não apenas da valorização das empresas listadas, mas também de fatores macroeconômicos como estabilidade cambial, crescimento econômico sustentável e continuidade do fluxo de investimentos para o país".

Quadrados coloridos no fundo da caixa de leite: para que servem e por que alguns têm e outros não


Um detalhe quase invisível desperta dúvidas antigas e continua confundindo milhares de consumidores



Ao escolher uma caixa de leite no supermercado, muitas pessoas já ouviram o alerta para evitar embalagens com quadrados coloridos no fundo, sob a alegação de que isso indicaria um produto reprocessado.


A informação, porém, é falsa. Especialistas explicam que esses pequenos marcadores não possuem qualquer ligação com a qualidade, a procedência ou o processamento do leite, sendo apenas parte do controle técnico utilizado durante a fabricação das embalagens.


A nutricionista Cynthia Zattera, formada pela Universidade Veiga de Almeida (RJ) e pós-graduada em reprogramação epigenética, afirma que a crença circula há anos, principalmente em redes sociais e aplicativos de mensagens, sem qualquer comprovação.


Segundo ela, também não existe fundamento para outro boato bastante conhecido, de que pontos ou números impressos na parte inferior da embalagem indicariam diferentes níveis de qualidade ou reprocessamento do produto.


Controle de impressão

De acordo com a médica Patrícia Santiago, formada pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e pós-graduada em nutrologia, os quadrados coloridos são chamados de códigos de controle de impressão, também conhecidos como blocos de controle de cores.


Eles fazem parte do processo gráfico das embalagens e permitem que os operadores acompanhem a fidelidade das cores durante a impressão.

As marcações representam o padrão CMYK, ciano, magenta, amarelo e preto, utilizado mundialmente na indústria gráfica para garantir que as tonalidades sejam reproduzidas corretamente e que os equipamentos permaneçam calibrados.


A presença ou ausência desses quadrados depende do projeto gráfico e do processo de impressão adotado pelo fabricante da embalagem, motivo pelo qual algumas caixas exibem os marcadores e outras não.


O detalhe não interfere na segurança alimentar, na validade, na composição ou na qualidade do leite. Especialistas ressaltam que interpretações equivocadas sobre símbolos industriais costumam alimentar boatos que se espalham rapidamente pela internet.


Para o consumidor, a recomendação é observar informações realmente importantes na embalagem, como prazo de validade, integridade da caixa, condições de armazenamento e registro dos órgãos responsáveis pela fiscalização sanitária.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Flamengo e Lubrax: novo patrocínio é aprovado; veja os valores


O Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou na noite desta segunda-feira a volta de uma antiga marca para a camisa rubro-negra: a "Lubrax", 


que estampou o uniforme do clube durante 25 anos, entre 1984 e 2009, e é até hoje o patrocínio mais longo do futebol brasileiro. Atualmente, a marca pertence à Vibra, empresa de distribuição de combustível e lubrificantes no Brasil.


Camisas do Flamengo no vestiário —


O Flamengo anunciou que as mudanças na camisa acontecerão a partir do dia 1º de outubro, quando a "Lubrax" estará no espaço superior das costas,


 substituindo a "Hapvida", que passará para a parte interna da numeração, onde ficava a "Texaco". O clube não divulgou duração nem valor do novo patrocínio,


 mas o ge apurou que o acordo é válido por três anos pelo montante total de R$ 24,5 milhões mínimo, pois há variáveis (superando os atuais R$ 23 milhões da "Hapvida").


A "Lubrax", na época da Petrobras, foi o primeiro patrocínio da história do Flamengo em abril de 1984. Naquele contrato inicial, o clube recebeu 60 milhões de cruzeiros para estampar a marca nos seis jogos que faria na terceira fase do Campeonato Brasileiro.


 Depois, recebeu mais 90 milhões de cruzeiros para as últimas três partidas da fase de grupos da Libertadores.

Primeira marca da "Lubrax" teve polêmico amarelo na camisa do Flamengo.


A primeira estampa do patrocínio tinha o Lubrax em letras pretas sobre um retângulo amarelo, que não agradou muito e saiu de cena depois de cinco jogos, deixando a grafia branca sobre a listra preta da camisa. 


O contrato foi prorrogado para as partidas do Flamengo no mata-mata do Brasileiro e o triangular da Libertadores. Em julho, renovou por mais seis meses por 70 milhões de cruzeiros.

A partir de 1985, o contrato passou a ter duração de um ano, pegando toda a temporada e todos os esportes do clube, por cerca de 340 milhões de cruzeiros mensais. 


A marca "Lubrax" ficou no espaço master do uniforme até 2006, quando passou para a manga e cedeu o espaço principal para outro produto da mesma empresa, o "Cartão Petrobras".


Dois anos depois, a "Lubrax" voltou para a parte nobre da camisa e ficou até abril de 2009, quando o clube anunciou o fim da parceria em função das dificuldades para receber o dinheiro do patrocínio devido as suas dívidas fiscais com o Governo.

segunda-feira, 20 de julho de 2026


João Gomes é anunciado pelo Aston Villa após deixar o Wolverhampton


Volante revelado pelo Flamengo assina contrato de cinco anos e reforça equipe de Unai Emery para a disputa da Liga dos Campeões


João Gomes é anunciado pelo Aston Villa ao lado do técnico Unai Emery. Ex-Flamengo deixa o Wolverhampton após duas temporadas e reforça os Villans para a disputa da Premier League e da Liga dos  campeões


João Gomes Assina com Aston Villa por 38 Milhões de Libras


João Gomes, volante brasileiro revelado pelo Flamengo, foi anunciado oficialmente pelo Aston Villa após deixar o Wolverhampton. 


Aos 25 anos, Gomes assinou um contrato de cinco anos com o clube inglês, que pagou até 38 milhões de libras pela transferência. A chegada do jogador visa reforçar o meio-campo da equipe de Unai Emery, que disputará a Liga dos Campeões.


 A contratação ocorre em meio a saídas e lesões importantes no elenco do Aston Villa.


O Aston Villa anunciou oficialmente nesta segunda-feira a contratação do volante brasileiro João Gomes, de 25 anos, que deixa o Wolverhampton para reforçar a equipe comandada por Unai Emery. 


O clube inglês oficializou a chegada do ex-jogador do Flamengo nas redes sociais e confirmou a assinatura de um contrato de cinco temporadas.

Segundo a Sky Sports, a negociação foi fechada por até 38 milhões de libras (cerca de R$ 280 milhões),


 sendo 34 milhões de libras fixos e outros 4 milhões condicionados ao cumprimento de metas. João Gomes já havia sido liberado pelo Wolverhampton na semana passada para realizar exames médicos e acertar os detalhes finais da transferência.


O brasileiro chega ao Aston Villa para suprir mudanças importantes no meio de campo da equipe. O clube vendeu o belga Youri Tielemans ao Manchester United e ainda perdeu Amadou Onana por uma lesão de longa duração, o que levou a diretoria a buscar reforços para o setor.


Revelado pelo Flamengo, João Gomes desembarcou na Inglaterra em janeiro de 2023. Mesmo com o rebaixamento do Wolverhampton na temporada passada, o volante foi um dos destaques da equipe e deixou o clube após disputar 130 partidas, sendo 114 delas pela Premier League.


A transferência também representa um salto esportivo para o meio-campista, que disputará pela primeira vez a Liga dos Campeões. O Aston Villa garantiu vaga no torneio continental ao terminar a última edição da Premier League entre os quatro primeiros colocados.


domingo, 19 de julho de 2026


Vices da Copa do Mundo: Argentina iguala recorde da Alemanha


Argentina iguala Alemanha como seleções com mais vices da Copa do Mundo; veja lista


Time comandado por Scaloni foi derrotado pela Espanha e chegou a quarta decisão perdida


Espanha 1 x 0 Argentina | Melhores momentos | Final | Copa do Mundo 2026 A seleção argentina estreou em finais no Mundial de 1930 ao perder para o Uruguai em Montevidéu. Em 1990, a equipe enfrentou a Alemanha e ficou em segundo lugar. 


O terceiro vice-campeonato foi em 2014, quando a Argentina foi derrotada pela Alemanha. Em 2026, o time perdeu para a Espanha e chegou a quarta decisão perdida.


Veja a lista de maiores vice-campeões da Copa:


Alemanha - 4 vezes (1966, 1982, 1986, 2002)


Argentina - 4 vezes (1930, 1990, 2014, 2026)


Holanda - 3 vezes (1974, 1978, 2010)


França - 2 vezes (2006, 2022)

Brasil - 2 vezes (1950, 1998)

Itália - 2 vezes (1970, 1994)


Hungria - 2 vezes (1938, 1954)

Tchecoslováquia - 2 vezes (1934, 1962)


Suécia - 1 vez (1958)

Croácia - 1 vez (2018)






Espanha leva prêmio recorde e anéis de campeão inéditos na Copa do Mundo 2026 


Anel de campeão da Fifa está sendo vendido por US$ 12 mil 


A Espanha foi a grande campeã da Copa do Mundo 2026, ao derrotar a Argentina por 1 a 0 neste domingo (19) nos Estados Unidos.


🏅 Com isso, a seleção espanhola recebeu a taça de melhor do mundo, medalhas de ouro e mais alguns prêmios inéditos da Fifa.


A Fifa vai presentear os campeões desta Copa do Mundo com um anel comemorativo exclusivo e um prêmio de US$ 50 milhões. Isto é, quase R$ 256 milhões na cotação atual.


O anel dos campeões

💍 Os anéis de campeão são uma tradição do futebol americano e entraram na lista de premiações da Fifa já que esta Copa do Mundo foi realizada nos Estados Unidos, além do México e Canadá. 


De acordo com a Fifa, o objetivo é levar a tradição americana para o cenário mundial do futebol.

Para isso, a entidade máxima do futebol produziu 2.026 anéis de campeão. 


Desses, 30 serão entregues à seleção e os outros 1.996 serão vendidos como um produto oficial licenciado Fifa por nada menos que US$ 12 mil. Isto é, mais de R$ 61 mil na cotação atual.


Antes disso, os anéis serão personalizados para refletir a identidade da equipe vencedora e garantir o encaixe perfeito nos jogadores. O outro lado do anel exibe o troféu da Copa do Mundo.


O prêmio financeiro

💰 Além disso, a Fifa vai entregar um prêmio recorde de US$ 50 milhões para os grandes campeões da Copa do Mundo 2026.


O prêmio cresceu quase 20% em relação aos R$ 42 milhões pagos à seleção argentina na Copa de 2022, realizada no Catar.


Além disso, é mais de três vezes maior que o último prêmio recebido pelo Brasil. A seleção canarinha recebeu US$ 12 milhões quando conquistou o pentacampeonato em 2022. Mas, desde lá, o prêmio da Copa cresceu 316%.


Veja a evolução do prêmio pago pela Fifa aos campeões da Copa do Mundo:

2002: US$ 12 milhões;

2006: US$ 20 milhões;

2010: US$ 31 milhões;

2014: US$ 35 milhões;

2018: US$ 38 milhões;

2022: R$ 42 milhões;

2026: US$ 50 milhões.


Taça não vai para a Espanha

Feito em ouro maciço de 18 quilates, o troféu de melhor do mundo chegou ao palco da grande final da Copa do Mundo em um baú confeccionado pela Louis Vuitton neste domingo (19).


Depois do jogo, a taça foi entregue para a seleção campeã, mas não vai voltar para casa com os espanhóis.


Desde 2006, a Fifa só permite que os melhores do mundo manuseiem o troféu original da Copa durante a cerimônia oficial de premiação. Em seguida, o ícone é devolvido à entidade e o campeão recebe uma réplica.


E o vice?

A Argentina também não saiu de mãos abanando, apesar de ter perdido o título de melhor do mundo para a Espanha.


A vice-campeã da Copa do Mundo 2026 garantiu um prêmio de US$ 33 milhões. Isto é, quase R$ 169 milhões.


Além disso, todas as 48 seleções participantes do torneio receberam US$ 2,5 milhões para cobrir os custos preparatórios.


Ao todo, a Fifa distribuiu US$ 871 milhões em prêmios ao longo da Copa do Mundo 2026, a mais lucrativa da história.



Governo Milei diz que país “está melhor”, sem refutar fala de Messi


Escritório oficial argentino disse que diagnóstico do jogador é real, mas atribuiu dificuldades atuais ao legado dos governos kirchneristas


Messi afirmou que o futebol proporciona um momento de alívio para os argentinos diante das dificuldades econômicas e sociais do país; na imagem, o jogador Lionel Messi e o presidente argentino Javier Milei


O governo do presidente Javier Milei comentou a declaração do atacante Lionel Messi sobre as dificuldades enfrentadas pela população argentina, mas não contestou o diagnóstico do jogador.


 A manifestação foi publicada pelo Escritório de Resposta Oficial da Argentina em perfil nas redes sociais.


A declaração de Messi foi dada depois da vitória da Argentina por 2 a 1 sobre a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo de 2026. Em entrevista depois da partida, 


o capitão da seleção afirmou que o futebol proporciona um momento de alívio para os argentinos diante das dificuldades econômicas e sociais do país.


“Estamos orgulhosos e felizes por poder dar essa alegria ao povo. Sabemos que as Copas do Mundo são especiais para nós e nos esquecemos de todas as coisas ruins pelas quais temos que passar, que existem pessoas que estão tendo dificuldades, que não têm emprego, que não conseguem chegar ao fim do mês ou que estão constantemente lutando; em nossa vida, é o que sempre nos tocou”, disse Messi.


O jogador também destacou a campanha da seleção argentina e afirmou que os resultados foram conquistados dentro de campo:

“Ao poder dar a eles esse tipo de alegria de estar em uma final de Copa do Mundo mais uma vez, chegando a duas finais consecutivas, conquistamos algo incrível. Fomos os melhores nos últimos 4 anos e provamos mais uma vez que ninguém nos deu nada de graça e que tudo o que conquistamos foi em campo”.


RESPOSTA DO GOVERNO MILEI

Em resposta, o escritório oficial do governo afirmou que a avaliação de Messi sobre a situação da população é verdadeira, mas atribuiu as dificuldades ao legado dos governos kirchneristas e defendeu que a Argentina melhorou desde a chegada de Milei ao poder.


“Em relação às palavras do melhor jogador de futebol da História, Lionel Messi, de que há pessoas que estão passando por momentos difíceis, isso é totalmente verdade. Duas décadas de declínio kirchnerista não podem ser apagadas em 24 meses. Sim, tivemos 2 anos de reformas profundas, e o país está infinitamente melhor do que há 2 anos, quando havia 60% de pobreza, 20% de extrema pobreza, inflação anual de 15.000%, salários de miséria e uma moeda que se desvalorizava a cada dia… 


mas ainda há um longo caminho a percorrer. Ninguém prometeu que seria fácil. O caminho é muito árduo, mas é o que fará a Argentina grande novamente”, declarou o governo Milei em publicação no X.

 








Lionel Scaloni chora e faz mistério sobre futuro dele e de Messi 


Scaloni chora em coletiva e evita projetar próprio futuro e o de Messi: "Dói na alma"

Argentinos ficam com vice-campeonato ao perderem por 1 a 0 na prorrogação, com gol de Ferrán Torres


Espanha 1 x 0 Argentina | Melhores momentos | Fin

A vice-campeã Argentina jogou muito mal na decisão da Copa do Mundo de 2026 e abdicou do ataque na derrota por 1 a 0 para a Espanha, decidida na prorrogação. 


Lionel Scaloni chorou no fim da entrevista coletiva que concedeu e evitou projetar o futuro na seleção. Ao deixar a sala, foi aplaudido pelos jornalistas.


- Tenho que agradecer pelo lugar que estou, sonhado por todos. Tentamos dar o máximo até o último momento. É justo que possa tomar esse tempo e pensar. Este lugar é maravilhoso. Um lugar sonhado (choro). 


Tenho que parar, não sou capaz (de explicar). Em minha vida, e todos que estão no corpo técnico, pensavam estar nesse lugar Para seguir, se necessita um tanto de coisa. Voltar a formar um grupo como esse, que dificilmente vai ser difícil formar. Me doí na alma. Desculpe.


Scaloni também foi perguntado a respeito do futuro de Messi e se o craque havia contado a ele se anunciaria a aposentadoria da seleção. Ainda sobre a continuidade ou não à frente da Argentina, disse que conversará com Claudio Tapia, o presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA).


- Não, não me disse (aposentadoria de Messi). A verdade é que não falei com Leo. Vou falar com o presidente. Sei do que quero fazer. Vou cumprir o contrato. Sinto a necessidade também de pensar, porque não sei se vou poder fazer algo tão grande como isso e melhor. 


Tenho que falar. Tenho que agradecer ao presidente por estar no lugar.

O treinador da Argentina tratou de elogiar a equipe e pediu compreensão aos torcedores da seleção, principalmente pela postura demonstrada pela equipe durante a competição.


- Creio que é difícil fazer as pessoas entenderem que devem aproveitar um vice-campeonato. Mas saibamos que é um triunfo também. É difícil que eles entendam. Espero que as pessoas sejam conscientes de como conseguimos as coisas. Já chorei tudo que tive que chorar no vestiário. 


Por isso não me veem chorando. Só tenho que agradecer. Enfrentamos uma grande equipe. E cada jogador da Espanha nos disse que surpreenderam a eles como competíamos. E que as futuras gerações saibam disso e que continuem vendo.

 








Tarifaço pode abrir portas na China, mas analistas veem limites para avanço das exportações brasileiras | G1

Especialistas, porém, avaliam que o país asiático deve absorver apenas uma parcela das vendas que eventualmente forem afetadas pelas tarifas americanas. A diferença entre o perfil das exportações brasileiras para os dois países e a própria capacidade industrial chinesa limitam uma substituição rápida dos mercados.

No ano passado, o Brasil exportou US$ 99,94 bilhões (cerca de R$ 512 bilhões) para a China, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O valor é bem mais que o dobro das vendas para os EUA, que somaram US$ 37,7 bilhões (cerca de R$ 192,7 bilhões).

No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras para o mercado chinês alcançaram recorde de US$ 58,32 bilhões (cerca de R$ 299 bilhões), alta de 21,9% na comparação com igual período do ano anterior.

Ainda assim, a China não é uma solução imediata para a maior parte dos produtos atingidos.

"Quando existe excedente de produção, as empresas buscam novos mercados. A China é um grande mercado, mas eu não acredito que somente o tarifaço vá provocar alguma mudança nisso", afirma Rodrigo Giraldelli, especialista em comércio China-Brasil e CEO da China Gate.

"O que entra nesse tarifaço são, basicamente, produtos manufaturados, máquinas, equipamentos e esse tipo de coisa. E, nesse caso, a China produz muito e exporta justamente esse tipo de produto", diz.

Principais destinos das exportações brasileiras em 2026 — Foto: Arte/g1

Perfil das exportações limita substituição

Enquanto os americanos importam do Brasil principalmente aeronaves, máquinas, equipamentos, produtos siderúrgicos transformados e outros bens industrializados, as compras chinesas são concentradas em commodities.

  • 🔎 Atualmente, soja, petróleo bruto, minério de ferro e carnes representam quase 90% das exportações brasileiras para a China. Essa concentração reduz a capacidade de empresas que vendem produtos industriais aos EUA migrarem para o mercado chinês.
"Um fabricante brasileiro que perder mercado nos EUA nem sempre consegue redirecionar sua produção para a China. Isso ocorre apenas parcialmente e varia conforme o setor", explica Wagner Pagliato, coordenador dos cursos de Administração e Ciências Contábeis da Unicid.

Segundo Vera Kanas, especialista em comércio internacional, a China tende a oferecer mais oportunidades para produtos agrícolas e minerais do que para bens industrializados.

"A pauta exportadora brasileira para a China é restrita a poucas commodities, como minério de ferro e soja. Além disso, muitas das commodities que o Brasil exporta para a China não foram atingidas pelas tarifas impostas recentemente."

Os 20 produtos mais exportados para a China no 1º semestre de 2026 — Foto: Arte/g1

A experiência do primeiro tarifaço de Trump mostra que parte das empresas conseguiu buscar outros mercados, mas sem uma substituição completa.

Segundo o Boletim Regional do Banco Central publicado em dezembro de 2025, as vendas brasileiras para os EUA caíram 6,7%, de US$ 40,4 bilhões para US$ 37,7 bilhões em 2025. No mesmo período, as exportações para outros países cresceram de US$ 296,7 bilhões para US$ 310,6 bilhões.

No período mais intenso das tarifas, entre agosto e novembro de 2025, produtos como petróleo, aviões, semiacabados de ferro e aço, café, carne bovina, sucos de frutas e celulose tiveram queda nas vendas aos EUA, mas aumento das exportações para outros destinos, indicando um redirecionamento parcial dos fluxos comerciais.

Além da diferença no perfil das compras, o mercado chinês possui suas próprias restrições. Entre elas estão cotas tarifárias para alguns produtos agropecuários, exigências sanitárias e regras para habilitação de exportadores.

Como Brasil e China não possuem acordo de livre comércio, os produtos brasileiros continuam sujeitos às tarifas de importação aplicadas pelo mercado chinês, além de exigências regulatórias e barreiras específicas para determinados setores.

  • 💰 A China não aplica uma tarifa única sobre produtos brasileiros. As alíquotas variam conforme o produto e a classificação tarifária. Commodities como soja, minério de ferro e petróleo costumam ter tarifas menores ou zeradas por serem estratégicas para a economia chinesa. A soja, por exemplo, tem tarifa de cerca de 3%, enquanto o minério de ferro entra com alíquota de 0%. Já produtos industrializados tendem a enfrentar taxas mais altas.

Economia chinesa cresce menos

Uma mulher e duas crianças fazem compras diante de uma prateleira refrigerada de queijos em um supermercado em Pequim, na China, em 10 de julho de 2026. — Foto: Reuters

Outro fator que limita uma expansão maior das exportações brasileiras é o momento vivido pela economia chinesa.

No segundo trimestre de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 4,3%, abaixo do registrado no início do ano e inferior à meta estabelecida pelo governo.

Ao mesmo tempo, o país enfrenta uma prolongada crise no setor imobiliário, consumo doméstico enfraquecido e excesso de capacidade industrial.

"A economia chinesa continua crescendo, mas em ritmo menor do que no passado. Os dados recentes mostram crescimento sustentado principalmente pelas exportações e pela indústria, enquanto o consumo doméstico permanece fraco e o setor imobiliário continua enfrentando dificuldades", afirma Pagliato.

Para ele, esses fatores tornam arriscado ampliar excessivamente a dependência brasileira do mercado chinês.

"A China continua sendo um mercado enorme e essencial para o Brasil, mas apostar em uma dependência ainda maior aumenta a vulnerabilidade brasileira a uma eventual desaceleração mais forte da economia chinesa."

Oportunidades em novos setores

Conferência Mundial de Inteligência Artificial em Xangai em julho de 2026 — Foto: REUTERS/Go Nakamura

Apesar das limitações, especialistas veem oportunidades decorrentes da mudança de estratégia econômica chinesa.

  • 🤖 O 15º Plano Quinquenal (2026-2030) estabelece como prioridade o desenvolvimento de setores ligados à inteligência artificial, semicondutores, veículos elétricos, biotecnologia e transição energética.

Essa mudança tende a ampliar a demanda por minerais críticos, como níquel, cobre, grafite e terras raras — recursos abundantes no Brasil.

Nos últimos anos, os investimentos chineses também passaram a se concentrar em projetos de energia renovável, mineração e mobilidade elétrica.

Na avaliação dos especialistas, o principal efeito do tarifaço pode ser acelerar a diversificação das exportações brasileiras, e não necessariamente aumentar a dependência da China.

"O tarifaço vai acelerar uma mudança permanente na geografia das exportações brasileiras, seja pela busca mais ativa por novos mercados, seja pela negociação de acordos de livre comércio", afirma Vera Kanas.

Para o professor Wagner Pagliato, a estratégia mais segura é ampliar o número de destinos das exportações brasileiras.

"A China continuará sendo um parceiro fundamental, mas a diversificação reduz a exposição do Brasil tanto às mudanças na política comercial americana quanto aos riscos de uma desaceleração mais intensa da economia chinesa."

O movimento inicial das empresas brasileiras, segundo Rodrigo Giraldelli, tende a ser de adaptação ao novo cenário, antes de uma mudança completa dos mercados consumidores.

"É tudo muito novo, então as empresas ainda estão avaliando a situação. As negociações vão e voltam, as taxas podem subir e depois ser retiradas. As empresas estão aguardando para ver como o mercado vai se comportar, principalmente qual será a reação dos clientes americanos", afirma.

Segundo ele, muitas companhias devem tentar preservar as vendas para os EUA por meio de ajustes comerciais, como renegociação de preços e condições de venda.

"A China está muito longe e desenvolver novos mercados não acontece do dia para a noite", afirma. "É claro que a movimentação dos empresários já está acontecendo no sentido de buscar alternativas, mas a China não é uma alternativa óbvia e imediata para a maioria desses mercados afetados."

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, cumprimentam-se cerimônia no Palácio do Povo, em Pequim, no dia 13 de maio de 2025 — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

 








Ilha de excelência que impulsiona o agro, Embrapa enfrenta risco de deterioração

Sede da Embrapa Agroenergia. (Foto: Maria Goreti Braga dos Santos/Embrapa)

Construção de laboratórios sem previsão de receita para manutenção, causando depreciação e ociosidade dos prédios; reagentes laboratoriais para experimentos científicos vencidos devido à demora na tramitação das compras e queda de 80% dos recursos para pesquisa em uma década.

Esse cenário de crise estrutural e da gestão na produção científica, comum no Brasil em universidades e institutos públicos, é atribuído, por um grupo de nove pesquisadores, à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A estatal brasileira é considerada no país e internacionalmente uma das maiores e mais bem-sucedidas instituições de pesquisa voltadas para a agricultura tropical do mundo.

No relatório, os pesquisadores colocam em xeque o futuro da estatal, apontando a “deterioração silenciosa das capacidades que sustentaram as contribuições da empresa por décadas” e avaliam que o risco é elevado. O relatório foi coordenado por Ana Célia Castro, professora da UFRJ, e pesquisadora no Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), e Antônio Márcio Buainai, professor da Unicamp.

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O levantamento, chamado de “Embrapa entre o legado, o futuro e as transformações necessárias”, foi feito pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento (INCT/PPED), e é resultado de projeto da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais). O estudo, realizado entre 2023 e 2024, envolveu outros sete pesquisadores da Unicamp e da UFRJ, além de especialistas da própria Embrapa. O texto foi revelado pela Folha de S.Paulo e confirmado pelo GLOBO.

Segundo o documento, a maior parte dos pesquisadores está no topo da carreira, o que torna cara a folha de pagamentos da empresa, enquanto não há renovação dos quadros. O estudo diz que o plano de cargos permite que muitos pesquisadores alcancem o topo salarial entre dez e 15 anos e, esse “teto precoce” gera uma estrutura rígida, já que não há mais para onde progredir economicamente, o que desincentiva a inovação. O levantamento aponta que há dificuldade em atrair cientistas de dados e especialistas em IA, profissionais mais requisitados pelas empresas de ponta em tecnologia e inovação.


Segundo o documento, a maior parte dos pesquisadores está no topo da carreira, o que torna cara a folha de pagamentos da empresa, enquanto não há renovação dos quadros. O estudo diz que o plano de cargos permite que muitos pesquisadores alcancem o topo salarial entre dez e 15 anos e, esse “teto precoce” gera uma estrutura rígida, já que não há mais para onde progredir economicamente, o que desincentiva a inovação. O levantamento aponta que há dificuldade em atrair cientistas de dados e especialistas em IA, profissionais mais requisitados pelas empresas de ponta em tecnologia e inovação.

“Isso inverte a lógica institucional, fazendo com que as prioridades científicas sejam ditadas pela disponibilidade de recursos externos e não pela estratégia de Estado de longo prazo”, escreveram os pesquisadores no relatório.

A verba destinada às pesquisas, em valores nominais, segundo o relatório, encolheu de R$ 400 milhões em 2010 para R$ 65 milhões em 2024. O orçamento global de custeio (manutenção de laboratórios, campos experimentais e infraestrutura) encolheu de R$ 633,8milhões, em 2011, para R$ 299,7 milhões em 2025.

O relatório diz que a Embrapa não tem estratégia clara para lidar com tecnologias disruptivas, como IA e opera com “mosaico” de plataformas de informática, não integradas, gerando insegurança dos dados nas pesquisas.

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Mesmo enfrentando possíveis problemas citados no relatório, a importância da Embrapa é reconhecida por especialistas do agro. Foi através das pesquisas da estatal, nas últimas décadas, que o Brasil se tornou uma das maiores potências agrícolas do mundo. Com tecnologias de correção do solo e cultivares adaptados, a agricultura ocupou em massa o Cerrado, na década de 70, em áreas antes consideradas inférteis. Hoje, culturas como soja, milho, algodão e sorgo da região Centro-Oeste, respondem por 60% de tudo que é cultivado no país.

Foi também dos laboratórios da Embrapa que saiu a técnica de fixação biológica de nitrogênio, ferramenta que utiliza bactérias para substituir fertilizantes químicos, gerando bilhões de reais em economia aos produtores e reduzindo o impacto ambiental. A criação de centenas de variedades de soja e pastagens (como a braquiária) adaptadas aos diferentes microclimas e biomas do país aumentou a produtividade no campo em mais de 300% em três décadas.

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“A Embrapa possui o maior banco de sementes da América Latina e um dos maiores do mundo”, lembra Glaucia Maria Pastore, professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

sábado, 18 de julho de 2026

 








Quer viajar para a próxima Copa do Mundo? Veja como investir durante 4 anos 


Às vésperas da final da Copa do Mundo de 2026, entre Espanha e Argentina, marcada para este domingo (19), muitos torcedores já começam a sonhar com a próxima edição do torneio. 


Para quem deseja acompanhar o Mundial de perto em quatro anos, começar a investir desde agora pode fazer toda a diferença. 

Um levantamento elaborado por Jeff Patzlaff,


 planejador financeiro e especialista em finanças pessoais, mostra que é possível formar um patrimônio de R$ 50 mil em quatro anos por meio de uma estratégia baseada em investimentos de renda fixa.


Pelas simulações, o investidor precisaria fazer aportes mensais de aproximadamente R$ 832,11 no Tesouro Selic, R$ 818,69 no Tesouro IPCA+ ou R$ 791,28 no Tesouro Prefixado para alcançar a meta de R$ 50 mil ao fim do período.


 As projeções consideram as estimativas para Selic e inflação divulgadas pelo Boletim Focus e não incluem taxas do Tesouro Nacional nem o Imposto de Renda.


O tempo pode ser o maior aliado

Segundo Patzlaff, começar a investir com antecedência reduz o esforço financeiro e permite que os juros compostos trabalhem a favor do investidor. Conforme explica, 


"quando você investe pra um sonho/objetivo o tempo é o fator que mais pesa a seu favor, quando você tem 4 anos pela frente, os juros compostos têm tempo suficiente para trabalhar."


O especialista destaca que adiar o planejamento pode tornar o objetivo muito mais caro. "Se você deixasse para começar em 2028, teria que tirar do próprio salário quase 100% do valor da viagem.


" Além disso, ele observa que quem se organiza antecipadamente consegue pagar a viagem antes do embarque e ainda aumenta as chances de adquirir passagens aéreas e ingressos nos primeiros lotes, normalmente vendidos por preços mais baixos.


Por que diversificar os investimentos?

Na avaliação de Patzlaff, a construção da reserva não deve depender de um único ativo. O objetivo é reduzir riscos e aproveitar as características de diferentes títulos públicos.


 O Tesouro Selic, segundo o especialista, é indicado para a parcela dos recursos que pode precisar ser utilizada antes da viagem, como na compra antecipada de passagens ou na reserva de hospedagem. 


Já o Tesouro IPCA+ funciona como proteção contra a inflação, preservando o poder de compra de quem pretende viajar ao exterior. O Tesouro Prefixado, por sua vez, permite travar uma taxa de rentabilidade desde o início, garantindo esse retorno mesmo se os juros da economia caírem até 2030.


Para o planejador financeiro, distribuir os recursos entre diferentes títulos também reduz a exposição às oscilações das taxas de juros e da inflação, além de diminuir os efeitos da marcação a mercado caso seja necessário resgatar parte dos recursos antes do vencimento.


Tesouro Selic é a alternativa mais conservadora

Patzlaff afirma que quem prefere simplicidade também pode optar por concentrar os investimentos em um único produto. "Se ficar na dúvida de onde guardar esse valor, guarde em Tesouro Selic para nao precisar se preocupar com as variações do Cenário."


Segundo o especialista, o importante é iniciar o planejamento o quanto antes. Com quatro anos até a próxima Copa do Mundo, os aportes mensais tendem a ser mais acessíveis e permitem que o investidor construa a reserva necessária para realizar o sonho de acompanhar o maior torneio de futebol do planeta sem comprometer o orçamento no futuro.


Veja a simulação:

Tesouro Selic: aporte mensal de aproximadamente R$ 832,11;

Tesouro IPCA+: aporte mensal de aproximadamente R$ 818,69;

Tesouro Prefixado: aporte mensal de aproximadamente R$ 791,28.