https://www.effectivecpmnetwork.com/fbpve0mk6q?key=46cb57b0b67b232c5449628312481655

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Iene japonês volta a disparar contra o dólar em 2026; entenda o impacto ao investidor


A moeda oficial do Japão se valorizou repentinamente +3% ante o dólar americano nesta quinta-feira (30), alcançando o patamar de ¥ 158,34. 


Embora o investidor brasileiro esteja geograficamente bem distante do mercado japonês, a nossa bolsa de valores está sujeita ao desmonte do "carry trade" nipônico.


Vale contextualizar que o iene japonês até pouco negociava em seu menor patamar perante o dólar nos últimos 40 anos, mas faz parte da política monetária


 do Banco do Japão (BoJ) intervir no mercado de câmbio, fortalecendo a moeda do país e provocando mudanças no fluxo de dinheiro que irradia as bolsas de valores globais.


Talvez você já tenha até ouvido falar sobre o "carry trade", estratégia sofisticada usada por grandes investidores que se aproveitaram por décadas do custo zero de se endividar na moeda japonesa 


e depois investir recursos em mercados mais rentáveis ao redor do mundo, inclusive no Brasil, conhecido como a terra da renda fixa e por suas empresas exportadoras de commodities.


Todavia, o Banco do Japão abandonou sua política de juros negativos e viu os rendimentos de seus títulos públicos alcançarem máximas que não eram vistas há duas gerações, o que tornou os empréstimos em ienes muito mais caros para se pagar. 


O governo pró-mercado da premiê Sanae Takaichi já tem surtido efeitos na Bolsa de Tóquio e as cotas do ETF EWJ subiam em torno de +4,5% hoje.  


Para cobrir as perdas com o iene japonês, os grandes fundos de investimento globais costumam vender ativos rentáveis ao redor do mundo de forma precipitada (ações, criptoativos, commodities e títulos públicos), 


gerando volatilidade e quedas generalizadas nas bolsas internacionais. 

A própria B3 (B3SA3) já tem registrado quedas relevantes no fluxo de dinheiro estrangeiro em 2026,


 uma vez que os mercados emergentes, como o Brasil, tendem a ser evitados com o desmonte do carry trade japonês, coincidindo com o momento de volatilidade do Ibovespa.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Clube que revelou Pirlo e Tonali tem falência decretada após 114 anos


Tribunal de Brescia aponta insolvência e decreta liquidação judicial do clube, que acumulava dívida de quase € 20 milhões


O Brescia, um dos clubes mais tradicionais do futebol italiano e responsável por revelar nomes como Andrea Pirlo e Sandro Tonali, teve a liquidação judicial decretada pelo Tribunal de Brescia, encerrando uma história de 114 anos. 


A decisão confirma o desaparecimento da equipe do futebol profissional após uma grave crise financeira que levou ao acúmulo de uma dívida próxima de € 20 milhões.


Os juízes concluíram que o clube se encontrava em um "claro estado de insolvência" e rejeitaram as tentativas de reestruturação apresentadas pela diretoria. Segundo o tribunal, as propostas não eram suficientes para garantir a continuidade das atividades nem para assegurar o pagamento aos credores.


Crise culminou com perda da licença

O processo de deterioração financeira do Brescia ganhou força há cerca de um ano e meio, quando vieram à tona irregularidades no pagamento de salários e contribuições trabalhistas.


As infrações resultaram em punições esportivas, incluindo a perda de oito pontos e o rebaixamento da equipe. A situação se agravou quando o clube não conseguiu cumprir os requisitos para se inscrever na Serie C, perdendo a licença federativa e ficando fora do futebol profissional italiano.


Berço de grandes nomes

Ao longo de sua história, o Brescia revelou ou recebeu alguns dos principais personagens do futebol italiano e mundial.


Foi no clube que Andrea Pirlo iniciou sua trajetória antes de se tornar campeão do mundo com a Itália. Décadas depois, Sandro Tonali também surgiu nas categorias de base da equipe.


O Brescia ainda marcou a reta final da carreira de Roberto Baggio, um dos maiores ídolos da seleção italiana, e contou com Pep Guardiola como jogador entre 2001 e 2003, antes de o espanhol construir uma das carreiras mais vitoriosas da história como treinador.


Após a sentença, o proprietário do clube, Massimo Cellino, criticou a decisão da Justiça italiana e classificou o desfecho como um castigo.


"É simplesmente um castigo. Não pensei que a amargura pudesse prevalecer sobre a razão", afirmou.

O dirigente também lamentou o impacto financeiro da liquidação para os credores, afirmando que eles deixarão de receber mais de € 5 milhões.

ROTEIRO – MONACO RECUSA OFERTA MILIONÁRIA DO PSG POR AKLIOUCHE

Você consegue imaginar um clube recusando uma proposta que pode chegar a quase 300 milhões de reais por um único jogador? Pois foi exatamente isso que aconteceu no futebol francês. O Monaco surpreendeu o mercado ao dizer "não" para a terceira investida do Paris Saint-Germain por Maghnes Akliouche, um dos jogadores mais promissores da França.

E o que torna essa história ainda mais interessante é que essa decisão acontece justamente no início de um novo projeto comandado pelo técnico brasileiro Filipe Luís. Enquanto muita gente imaginava que o Monaco venderia seus principais talentos para fazer caixa, a diretoria mostrou que não pretende abrir mão de um de seus jogadores mais importantes por qualquer valor.

Mas afinal, por que o PSG está tão interessado em Akliouche? Por que o Monaco recusou uma oferta tão alta? Será que o negócio ainda pode acontecer? E o que isso significa para o futuro de Filipe Luís no comando da equipe?

É exatamente isso que você vai descobrir neste vídeo.

Antes de continuar, já deixe o seu like, inscreva-se no canal e ative as notificações. Assim você não perde nenhuma novidade do mercado da bola europeu.

Vamos aos fatos.

Nas últimas horas, o jornal francês L'Équipe revelou que o Paris Saint-Germain apresentou uma nova proposta oficial para contratar Maghnes Akliouche. A oferta foi de 45 milhões de euros fixos, com mais 5 milhões de euros em bônus, dependendo do cumprimento de metas esportivas. Na cotação atual, a negociação poderia chegar perto de 50 milhões de euros, algo próximo de R$ 290 milhões.

Mesmo diante de um valor gigantesco, a resposta do Monaco foi imediata: proposta recusada.

E essa não foi a primeira tentativa.

Na verdade, essa já é a terceira oferta apresentada pelo PSG durante esta janela de transferências. Apesar disso, o Monaco continua mantendo a mesma postura: Akliouche só será vendido se a proposta atingir o valor que o clube considera justo.

Essa decisão mostra que o Monaco não pretende negociar pressionado, mesmo sabendo que o jogador desperta interesse de um dos clubes mais ricos do mundo.

O PSG, por sua vez, vive um momento de reconstrução do elenco.

Depois de conquistar títulos importantes nas últimas temporadas, a diretoria parisiense busca renovar a equipe com jogadores franceses jovens, técnicos e capazes de permanecer muitos anos no clube.

É exatamente nesse perfil que Akliouche se encaixa.

Aos 24 anos, o meia-atacante é considerado um dos talentos mais completos do futebol francês. Sua capacidade de atuar aberto pelas pontas, como meia ofensivo ou até mais centralizado faz dele uma peça extremamente versátil.

Além disso, ele possui ótima visão de jogo, excelente controle de bola, facilidade para criar oportunidades e personalidade para decidir partidas importantes.

Não é por acaso que o PSG insiste tanto na contratação.

O clube acredita que Akliouche pode ser uma peça importante para os próximos anos e vê a negociação como um investimento de longo prazo.

Do outro lado está o Monaco.

Tradicionalmente conhecido por revelar grandes jogadores, o clube já negociou nomes como Mbappé, Tchouaméni, Bernardo Silva, Fabinho, James Rodríguez e tantos outros por valores milionários.

Por isso, quando o Monaco define um preço para um atleta, normalmente mantém essa posição até o fim das negociações.

Segundo as informações divulgadas pela imprensa francesa, a diretoria entende que a proposta apresentada pelo PSG ainda está abaixo da valorização do jogador.

Isso explica por que, mesmo diante de quase trezentos milhões de reais, a resposta foi negativa.

Outro fator importante envolve o momento vivido pelo clube.

Nesta temporada, Filipe Luís iniciou oficialmente seu trabalho como treinador do Monaco.

Depois de construir uma carreira vitoriosa como jogador, principalmente no Atlético de Madrid, Chelsea e Flamengo, o brasileiro agora tenta consolidar sua trajetória como técnico no futebol europeu.

E qualquer treinador que inicia um novo projeto deseja manter seus melhores jogadores.

Perder um atleta do nível de Akliouche poucos dias antes do início da temporada significaria reconstruir parte importante do setor ofensivo.

Mesmo que o Monaco utilize parte do dinheiro para contratar reforços, substituir um jogador já adaptado ao clube nunca é uma tarefa simples.

Por isso, existe um equilíbrio delicado entre o aspecto financeiro e o esportivo.

Enquanto a diretoria analisa propostas milionárias, Filipe Luís precisa montar uma equipe competitiva para enfrentar PSG, Marseille, Lille, Nice e os demais adversários da Ligue 1.

A situação fica ainda mais interessante porque o PSG não parece disposto a desistir facilmente.

Segundo veículos franceses, existe confiança dentro do clube parisiense de que um acordo ainda possa acontecer antes do fechamento da janela de transferências.

Isso significa que novas conversas devem acontecer nos próximos dias.

A grande dúvida é simples: o PSG aumentará a oferta?

Ou será que o Monaco continuará dizendo não até receber exatamente o valor que deseja?

Essa resposta pode movimentar todo o mercado europeu nas próximas semanas.

E existe outro detalhe importante.

Akliouche possui contrato longo com o Monaco, válido até 2028.

Isso fortalece completamente a posição do clube nas negociações.

Sem pressão contratual, a diretoria pode esperar pela melhor proposta possível.

Diferentemente de atletas que estão próximos do fim do vínculo, o Monaco não precisa vender rapidamente.

Essa é justamente a principal vantagem da equipe neste momento.

Enquanto isso, o mercado acompanha cada novo capítulo dessa negociação, que já se tornou uma das maiores novelas desta janela europeia.

E o mais curioso é que essa história ainda está longe de terminar.

Rayan é disputado por Real Madrid, Bayern de Munique, PSG, Arsenal e Liverpool, diz jornal


Segundo o The Sun, o Real Madrid considera que o estilo de jogo do atacante brasileiro é ideal para o modelo adotado pelo clube espanhol


O atacante brasileiro Rayan, de 19 anos, está na mira de cinco dos principais clubes da Europa, nesta janela de transferência. Segundo o jornal britânico The Sun, Real Madrid, Bayern de Munique, Paris Saint-Germain (PSG), Arsenal e Liverpool acompanham de perto a situação do jogador, que ganhou projeção internacional após se tornar titular da seleção brasileira durante a Copa do Mundo.


 O interesse surgiu poucos meses depois de sua saída do Vasco da Gama e chegada ao Bournemouth, da Inglaterra, onde teve impacto imediato.

De acordo com a publicação, o Real Madrid é um dos clubes mais interessados na contratação do atacante. A diretoria merengue teria elaborado um dossiê detalhado sobre Rayan e avalia que seu perfil é ideal para o estilo de jogo da equipe, que agora será treinada por José Mourinho e vem investindo bastante em reforços. 


Entre as características destacadas estão a velocidade, a habilidade no um contra um, a capacidade de acelerar as transições em espaços curtos e o poder de finalização, atributos considerados prioritários para reforçar os lados do ataque.


A publicação afirma que o Arsenal também estuda apresentar uma proposta, mas depende primeiro de definir o futuro de Gabriel Martinelli e Reiss Nelson para equilibrar o elenco e as finanças. Ainda assim, os dirigentes londrinos entendem que precisam agir rapidamente diante da forte concorrência pelo brasileiro.


O Liverpool também acompanha a situação e, segundo o jornal, já trabalha com valores próximos de 70 milhões de euros para uma eventual negociação. Internamente, o clube considera que Rayan se encaixaria naturalmente em seu sistema ofensivo, embora o francês Bradley Barcola, do PSG, siga como o principal alvo para o setor.


Já o PSG monitora o atacante e teria condições financeiras de igualar os valores pedidos pelo Bournemouth caso decida avançar. O Bayern de Munique completa a lista de interessados. Os alemães consideram o preço atual elevado, mas estariam dispostos a entrar na disputa caso as condições da negociação se tornem mais favoráveis.


Ainda segundo o The Sun, Rayan prioriza uma transferência para um clube onde tenha garantia de minutos em campo. O Bournemouth, por sua vez, não demonstra pressa para negociar o jogador, especialmente após a lesão de Junior Kroupi, que pode desfalcar a equipe por até quatro meses.


O clube inglês também tratou de fortalecer sua posição nas conversas futuras. Segundo o site Teamtalk, o contrato de Rayan prevê que a cláusula de rescisão só poderá ser acionada a partir de 2027, o que dá ao Bournemouth maior controle sobre uma eventual venda e permite que a diretoria conduza as negociações conforme sua própria avaliação sobre propostas e momento de mercado.


 O jornal afirma ainda que uma oferta na casa de 85 milhões de libras (cerca de R$ 581 milhões) seria considerada um valor excepcional pelo jovem brasileiro.

Residencial que ocupará antiga loja da Renner, no Centro do Rio, será lançado em setembro 


A construtora mineira Canopus já anda planejando o lançamento do seu mais novo residencial, desta vez, no Centro do Rio. 


o empreendimento será erguido no terreno da antiga loja da Renner, na Rua da Quitanda, e contará com 344 estúdios de 30 a 40 metros quadrados. O Valor Geral de Vendas (VGV) é de R$ 135 milhões, e o lançamento está previsto para setembro.


O condomínio terá uma torre única de 24 andares e duas lojas no térreo. A antiga loja, inclusive, será utilizada inicialmente como estande de vendas e apartamento decorado.


 Depois dessa etapa, a estrutura será demolida para dar lugar ao edifício. O projeto é assinado pela FEU Arquitetura.


“Identificamos uma combinação muito favorável entre oferta limitada de produtos novos, localização e interesse crescente de investidores. Esse cenário nos levou a investir no 


Centro como um mercado capaz de entregar boa velocidade de vendas e consistente valorização no médio e longo prazo”, afirma Thiago Hernandez, superintendente Comercial da Canopus.


Endereço valorizado do mercado corporativo do Rio, a localização, segundo a empresa, foi determinante para a aquisição do terreno. “A Rua da Quitanda reúne atributos que fazem dela um endereço extremamente estratégico. 


Está no coração financeiro e histórico do Rio, cercada por comércio e serviços, além da proximidade com o metrô, o VLT e o aeroporto. Tudo isso cria um ambiente muito favorável para residenciais focados em moradia e investimento”, 


As unidades residenciais terão um preço médio de R$ 399 mil. A chegada da Canopus acontece em um momento de forte aquecimento do mercado imobiliário no Centro. 


Nos últimos meses, praticamente todos os empreendimentos residenciais lançados no quadrilátero corporativo registraram desempenho acima das expectativas e esgotaram boa parte das unidades logo nas primeiras horas ou dias de comercialização.


Um dos casos mais recentes foi o residencial lançado no antigo prédio do Shopping Vertical, que teve 100% das unidades vendidas pouco tempo após o lançamento. 


Outro sucesso foi o empreendimento que será construído no Buraco do Lume, o Connect Square. O “primeiro lote”, com cerca de 300 unidades, foi totalmente comercializado em apenas 12 horas.


Na Candelária, o edifício modernista projetado por Lúcio Costa, e adquirido pela CIX Capital, em parceria com a Fator Realty, também confirmou o apetite do mercado. 


Centro lidera valorização imobiliária no Rio

O interesse das incorporadoras acompanha a valorização do Centro. Levantamento do DataSecovi mostrou que, pela primeira vez, a região superou bairros da Zona Sul e passou a liderar a valorização de imóveis para aluguel e venda na cidade.


Segundo o estudo, o Centro registrou alta de quase 35% no valor dos aluguéis em um ano, desempenho superior ao de bairros tradicionais como Jardim Botânico, Lagoa e Botafogo. A região também passou a integrar a lista dos dez bairros com os aluguéis mais caros da capital fluminense.

Com formação além da música, João Gomes investe R$ 2 milhões e gerencia fazenda de uvas


João Gomes também direciona parte de seus investimentos ao agronegócio. Aos 23 anos, o cantor é proprietário de duas fazendas no Nordeste e participa da administração das propriedades, 


uma delas voltada ao cultivo de uvas, em Petrolina (PE), e outra dedicada à criação de gado, na Bahia. Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles e pelo Diário do Litoral, 


a fazenda localizada no Vale do São Francisco está avaliada em cerca de R$ 2 milhões.


A ligação do artista com o setor rural começou antes do sucesso na música. Nascido em Serrita e criado em Petrolina, João Gomes cursou o técnico integrado em Agropecuária no Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE).


 Conforme informações da instituição, ele integrou a comunidade acadêmica do campus Petrolina Zona Rural e passou a ganhar visibilidade ao participar de apresentações musicais durante o período em que estudava.


A formação também contribuiu para o interesse do cantor pela gestão de propriedades rurais. De acordo com a descrição do curso do IFSertãoPE, os alunos são preparados para planejar e acompanhar projetos agropecuários,


 administrar fazendas e atuar nas áreas de produção animal e vegetal, conhecimentos que hoje fazem parte da rotina do artista.


Nas redes sociais, João Gomes esclareceu rumores de que teria adquirido uma fazenda na Suíça após uma brincadeira ganhar repercussão. O cantor negou possuir investimentos no exterior e afirmou que suas propriedades estão concentradas no Brasil. 


“As fazendas que tenho mesmo são de uva, em Petrolina, e de gado, na Bahia”, declarou.

A escolha de Petrolina para um dos investimentos também acompanha a vocação econômica da região.


 O município está entre os principais polos brasileiros de produção de frutas irrigadas, com destaque para o cultivo de uvas no Vale do São Francisco, um dos maiores centros produtores do país.

Só 4 pagadoras de dividendos vencem a renda fixa atrelada ao CDI desde 2022 


Para quem acha que a renda fixa é perda fixa no Brasil, saiba que nos últimos quatro anos, os investimentos indexados ao CDI (modalidade que segue na cola da taxa Selic) renderam +78,64%.


 E o dado mais chocante é que apenas quatro empresas brasileiras listadas na B3 tiveram ganho superior no mesmo período.


Conforme levantamento elaborado por Einar Rivero, CEO da Elos Ayta Consultoria, apenas ações da Sabesp (SBSP3), Copel (CPLE3), Cemig (CMIG4) e TIM (TIMS3) 


amassaram o principal índice de referência da renda fixa brasileira desde 2022 até o presente momento.

Dentre um universo de 347 companhias presentes na bolsa de valores brasileira, 


com histórico de negociação e liquidez suficientes para análise, conseguiram superar o CDI em todas as janelas anuais de 12 meses encerradas em 27 de julho, entre 2022 e 2026.


O estudo logo comprova que, apesar de o investimento em ações normalmente gerar ganhos bem superiores à renda fixa, poucas são as empresas brasileiras que dispõem de consistência


 para se manterem mais lucrativas que o CDI, sobretudo em períodos marcados por taxas de juros historicamente elevadas. 


No caso, os papéis da Sabesp (SBSP3) tiraram melhor proveito nos últimos quatro anos, entregando ganhos de +375,06%, impulsionados pela privatização da companhia e sua forte geração de caixa recorrente.


Aliás, não é mera coincidência que todas as únicas empresas a superarem o CDI no período também ostentem o status de boas pagadoras de dividendos e integrem setores mais resilientes da economia. 


Como representantes do setor elétrico, as ações da Copel (CPLE3) e da Cemig (CMIG4) se apreciaram +297,29% e +186,16%, respectivamente. Já a TIM (TIMS3), proveniente do ramo das telecomunicações, se valorizou +162,86%, aponta o levantamento da Elos Ayta Consultoria.

Só 4 pagadoras de dividendos vencem a renda fixa atrelada ao CDI desde 2022 


Para quem acha que a renda fixa é perda fixa no Brasil, saiba que nos últimos quatro anos, os investimentos indexados ao CDI (modalidade que segue na cola da taxa Selic) renderam +78,64%.


 E o dado mais chocante é que apenas quatro empresas brasileiras listadas na B3 tiveram ganho superior no mesmo período.


Conforme levantamento elaborado por Einar Rivero, CEO da Elos Ayta Consultoria, apenas ações da Sabesp (SBSP3), Copel (CPLE3), Cemig (CMIG4) e TIM (TIMS3) 


amassaram o principal índice de referência da renda fixa brasileira desde 2022 até o presente momento.

Dentre um universo de 347 companhias presentes na bolsa de valores brasileira, 


com histórico de negociação e liquidez suficientes para análise, conseguiram superar o CDI em todas as janelas anuais de 12 meses encerradas em 27 de julho, entre 2022 e 2026.


O estudo logo comprova que, apesar de o investimento em ações normalmente gerar ganhos bem superiores à renda fixa, poucas são as empresas brasileiras que dispõem de consistência


 para se manterem mais lucrativas que o CDI, sobretudo em períodos marcados por taxas de juros historicamente elevadas. 


No caso, os papéis da Sabesp (SBSP3) tiraram melhor proveito nos últimos quatro anos, entregando ganhos de +375,06%, impulsionados pela privatização da companhia e sua forte geração de caixa recorrente.


Aliás, não é mera coincidência que todas as únicas empresas a superarem o CDI no período também ostentem o status de boas pagadoras de dividendos e integrem setores mais resilientes da economia. 


Como representantes do setor elétrico, as ações da Copel (CPLE3) e da Cemig (CMIG4) se apreciaram +297,29% e +186,16%, respectivamente. Já a TIM (TIMS3), proveniente do ramo das telecomunicações, se valorizou +162,86%, aponta o levantamento da Elos Ayta Consultoria.

terça-feira, 28 de julho de 2026

IPCA-15: Prévia da inflação desacelera mais do que o esperado em julho 


A prévia da inflação oficial brasileira desacelerou mais do que o esperado em julho, voltando a se aproximar do teto da meta perseguida pelo BC (Banco Central).


💲 O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) subiu apenas 0,06% no mês, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).


Foi o menor resultado desde agosto de 2025, quando o índice teve um desempenho negativo de 0,14%. Em junho de 2026, por exemplo, a alta havia sido de 0,41%.


O resultado também ficou abaixo do esperado pelo mercado, que projetava uma alta de aproximadamente 0,2% do IPCA-15 de julho.


Impacto na Selic

📊 Com isso, a prévia da inflação passou a acumular uma alta de 3,51% no ano e de 4,52% no acumulado em 12 meses, abaixo dos 4,80% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.


Isto é, o índice voltou a se aproximar do teto da meta de inflação perseguida pelo BC, que é de 3% ao ano, com um intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%.


Dessa forma, o desempenho do IPCA-15 pode influenciar a próxima decisão de juros do Copom (Comitê de Política Monetária), que volta a se reunir já na próxima semana para definir o rumo da Selic.


Atualmente, a expectativa do mercado é de que a Selic seja reduzida dos atuais 14,25% para 14,00% ao ano nesta reunião do Copom, mas depois só volte a cair em 2027. 


Na avaliação da Ativa Investimentos, o IPCA-15 trouxe sinais consistentes de arrefecimento da dinâmica inflacionária. Por isso, pode reforçar uma perspectiva de afrouxamento monetário nos próximos meses. Ou seja, abrir espaço para novos cortes da Selic.


"O resultado sugere que a desaceleração dos preços não foi algo pontual, e sim, fruto de queda disseminada entre os diversos itens que compõem o indicador", explicou o economista Guilherme Sousa.


O que pesou no IPCA-15 de julho?

A queda dos preços dos alimentos e dos combustíveis permitiu a desaceleração do IPCA-15 em julho. Porém, a alta da energia elétrica impediu uma queda do índice, segundo o IBGE.


🍅 Os preços de alimentação e bebidas recuaram 0,66% no mês, influenciados sobretudo pela alimentação no domicílio, que caiu 1,14%.

O destaque é das quedas do tomate (-19,95%), da batata-inglesa (-10,03%) e do café moído (-3,13%), mas também das altas da cebola (7,10%) e do pão francês (0,65%).


Já entre os combustíveis, a queda foi generalizada, com o etanol caindo 2,5%; o óleo diesel recuando 1,32%; o gás veicular cedendo 0,97% e a gasolina diminuindo 0,68%. Por isso, o item teve um recuo médio de 0,90%.


A inflação dos transportes, no entanto, subiu 0,11%, devido à alta de 11,70% das passagens aéreas.

💡 Ainda assim, o maior peso do mês veio da conta de luz. Isso porque o custo da energia elétrica residencial saltou 3,03%, em meio à vigência da bandeira tarifária amarela e ao reajuste das tarifas praticadas em locais como São Paulo e Curitiba.


Os gastos com saúde e cuidados pessoais também subiram (0,28%), devido à alta de produtos de higiene pessoal (0,51%) e ao reajuste dos planos de saúde (0,42%).


Veja como os grupos do IPCA-15 se comportaram em julho de 2026:


Habitação: 0,97%;

Saúde e cuidados pessoais: 0,28%;

Artigos de residência: 0,19%;

Transportes: 0,11%;

Despesas pessoais: 0,08%;

Comunicação: -0,02%;

Educação: -0,04%;

Vestuário: -0,33%;

Alimentação e bebidas: -0,66%.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

CDBs, LCAs ou LCIs em 2026? Saiba qual renda fixa mais atrai investidores 


O Brasil tem a fama de ser o país da renda fixa, que, inclusive, vai muito além do que apenas emprestar dinheiro ao governo brasileiro no Tesouro Direto.


 Afinal de contas, os títulos bancários, como CDBs, LCAs e LCIs, costumam pagar mais juros compostos e ainda têm a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).


Segundo informe da B3 (B3SA3) divulgado nesta sexta-feira (24), o volume movimentado só na renda fixa bancária foi de R$ 6,3 trilhões nos seis primeiros meses de 2026, bem acima do saldo de R$ 5,6 bilhões registrado em igual período de 2025.


Bem mais atrativos que a caderneta de poupança, os CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) angariaram R$ 2,7 trilhões dos investidores no período, alta de +8% na comparação anual.


Nesta modalidade, o investidor é quem empresta o seu dinheiro ao banco, enquanto a instituição financeira assume o compromisso de honrar as aplicações,


 podendo até dispor de liquidez diária ou resgate só no vencimento. Os tipos mais comuns de CDBs são os que pagam um % sobre o CDI.


Já as LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) captaram R$ 563 bilhões no primeiro semestre, queda de -4% na comparação anual, refletindo o momento desafiador dos produtores rurais,


 fora outras opções de o agronegócio se financiar. Por ser um título incentivado, não tem cobrança de imposto de renda (IR).


Outra classe de títulos bancários totalmente isenta de IR são as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), cujas aplicações em estoque somaram R$ 544 bilhões nos


 seis primeiros meses do ano, expansão de +20% na comparação anual. Mesmo com a taxa Selic nas alturas, o mercado imobiliário segue pujante no Brasil. 


Já as Letras Financeiras, títulos de renda fixa sem FGC e mais voltados a investidores de alta renda, movimentaram R$ 1 trilhão no período, incremento de +19% na comparação anual.


 Enfim, os famosos DIs (Depósitos Interfinanceiros), cujas taxas constroem a curva dos juros futuros, ostentaram aplicações de R$ 899 bilhões, alta de +26%.

Weg (WEGE3) e Engie (EGIE3) fecham contrato bilionário; 


Duas grandes empresas listadas na B3 anunciaram nesta segunda-feira (27) um negócio bilionário, que deve ajudar a ampliar a geração de caixa de ambos os negócios.


💡 A Engie (EGIE3) contratou a Weg (WEGE3) para o fornecimento de duas unidades geradoras de energia, com 116 MW de potência cada.


O negócio prevê um investimento total de R$ 1,2 bilhão e permitirá que a Engie avance com o plano de ampliar a potência da Usina Hidrelétrica Jaguara, ao mesmo tempo em que reforça a carteira de pedidos da Weg.


A Usina Hidrelétrica Jaguara está situada no Rio Grande, na divisa entre os estados de Minas Gerais e São Paulo.


O empreendimento conta com quatro unidades geradoras e uma capacidade instalada de 424 MW.


 Contudo, está em obras de modernização e agora também entrará em fase de ampliação.


O objetivo da Engie é ampliar a capacidade instalada da usina em 232 MW, por meio da instalação de duas novas unidades geradoras em poços já existentes, cada uma com 116 MW de potência.


O projeto foi acertado depois que a elétrica arrematou o produto Potência Hidrelétrica 2030 no Leilão de Reserva de Capacidade realizado pelo governo federal em março deste ano, com o intuito de reforçar a segurança do fornecimento de energia elétrica do país.


O contrato estabelece a venda de potência de 195,78 MW por um período de 15 anos, garantindo uma receita fixa anual estimada em R$ 270,4 milhões para a Engie.


O recurso deve entrar no caixa da empresa entre 2030 e 2045, pois o início da operação das novas turbinas está previsto para daqui a quatro anos.


WEG

Para a Weg, o negócio representa um reforço importante de receita, justamente em um momento em que a empresa tenta recuperar um ritmo acelerado de crescimento.


A fabricante de motores elétricos enfrentou dificuldades nos últimos trimestres, devido à queda da demanda por projetos de geração solar no Brasil e pela desvalorização do dólar, que achatou a receita externa. 


Porém, deu sinais de recuperação e entregou resultados superiores às projeções do mercado no segundo trimestre de 2026, deixando os analistas com a impressão de que os próximos balanços podem ser ainda melhores. Confira o balanço do 2T26 da Weg.


Ao anunciar o contrato com a Engie, a Weg disse que o negócio evidencia a sua capacidade "de desenvolver e fornecer soluções completas para projetos estratégicos do setor elétrico".


Além disso, observou que "a expansão da Usina Jaguara reforça o papel estratégico das hidrelétricas no cenário de transição energética considerando sua contribuição fundamental para o atendimento das altas demandas de energia no horário de ponta, garantindo a segurança energética do Brasil". 

Santander (SANB11): Lucro líquido vai a 551 milhões de euros no 2º trimestre


Os números apresentados pela subsidiária não podem ser comparados diretamente aos informados pela matriz 


O Santander (SANB11) encerrou o 2º trimestre com lucro líquido atribuível à holding de 551 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 3,3 bilhões considerando o câmbio médio do período.


 O resultado foi divulgado na quarta-feira (22/07/26) pela matriz espanhola do grupo e representa uma queda de 3% em relação ao primeiro trimestre.


A operação brasileira continua entre as mais relevantes. O lucro obtido no trimestre manteve o Brasil como a segunda maior unidade do Santander no mundo, atrás apenas da Espanha.


 No acumulado do primeiro semestre de 2026, a subsidiária brasileira somou 1,093 bilhão de euros em lucro atribuível à holding, enquanto a operação espanhola registrou 2,534 bilhões de euros. 


No consolidado, o grupo reportou lucro de 7,328 bilhões de euros no período.Na sequência do ranking das maiores operações do Santander aparecem os Estados Unidos, com lucro de 989 milhões de euros, e o México, que registrou ganho de 897 milhões de euros.


Os resultados consolidados do Santander Brasil serão divulgados apenas no próximo dia 29, antes da abertura do mercado na B3. Os números apresentados pela subsidiária, 


no entanto, não podem ser comparados diretamente aos informados pela matriz, devido às diferenças nos critérios contábeis adotados.

A informação chega dias após o Santander concluir a emissão 


de R$ 1,386 bilhão em letras financeiras subordinadas. Os títulos, negociados com investidores privados ao longo dos últimos dois meses, serão utilizados para compor o Capital Nível II do Patrimônio de Referência, diz a empresa.


De acordo com o comunicado divulgado pelo banco, a emissão totalizou R$ 1.386.600.000 em letras financeiras com cláusula de subordinação. 


Os papéis possuem prazo de vencimento de dez anos e contam com opção de recompra a partir de 2031, conforme previsto na regulamentação vigente.


Além disso, no fim de junho, o Santander comunicou a incorporação de sua subsidiária Esfera Fidelidade S.A., empresa responsável pelo programa de fidelidade e recompensas do grupo. 


Segundo a instituição, a Esfera é uma subsidiária integral e a operação não altera a composição acionária nem provoca diluição para os acionistas.

Burnout já existia na Idade Média — o que a sabedoria medieval tem a nos ensinar


O estresse e esgotamento mental não são problemas exclusivos da vida moderna. Na Idade Média, também eram comuns e parte da sabedoria medieval sobre como enfrentar o burnout (um fenômeno ocupacional, segundo a Organização Mundial da Saúde, a OMS) continua surpreendentemente atual.


#acidia #mosteiro #espiritualidade #saude mental #literatura medieval


Os sintomas, observou João Cassiano, eram sempre os mesmos: cansaço, desesperança, vontade de estar em qualquer lugar, menos no trabalho, e uma espécie de névoa mental — "uma confusão da mente sem explicação" — que fazia os seus colegas se sentirem improdutivos, inúteis e buscar "consolo no sono".


Quem já enfrentou burnout, esgotamento ou depressão provavelmente reconhecerá ao menos parte dessas sensações. É comum supor que esses problemas sejam consequência das pressões do século 21. 


Mas Cassiano escreveu isso no século 5 d.C., e seus leitores não eram executivos contemporâneos, mas cristãos dos primeiros séculos exaustos pelas exigências da vida espiritual.


Será que relatos como esse podem ajudar a compreender o mal-estar contemporâneo e até apontar caminhos para enfrentá-lo?


Essa é a tese do novo livro do historiador Peter Jones, Self-Help from the Middle Ages: A Journey into the Medieval Mind (Autoajuda na Idade Média: uma viagem pela mente medieval, em tradução livre), que oferece um panorama das formas como os "padres-terapeutas" — expressão usada pelo autor — orientavam os seus fiéis a superar a angústia espiritual.


João Cassiano foi um dos primeiros pensadores cristãos do século 5 a exercer o papel de "sacerdote-terapeuta" 


A pesquisa de Jones revela como o sentimento de esgotamento foi recorrente ao longo da história — uma constatação que, por si só, pode confortar quem enfrenta um momento de profunda angústia.

"Há muita sabedoria na Idade Média", 


afirma o historiador. Nos últimos anos, multiplicaram-se livros que buscam lições de vida nas obras dos antigos estóicos (filósofos que pregavam o domínio das emoções e a vida guiada pela razão). Talvez tenha chegado a hora de recorrer também aos manuscritos medievais.


Perdido na Sibéria

Jones conta que a ideia do livro surgiu após enfrentar a própria crise — "o inverno mais frio da minha vida".

Por razões que até hoje diz ter dificuldade para explicar, 


aceitou o cargo de professor titular de História na Universidade de Tyumen, na Sibéria. Lá, as temperaturas eram tão baixas que, depois de apenas 20 minutos ao ar livre, ele perdia completamente a sensibilidade nas pernas.


Também enfrentava dificuldades com o idioma e sentia muita falta da família, que havia ficado em Dublin, na Irlanda. "Eu deveria estar pesquisando, preparando minhas aulas e seguindo com a minha vida", escreve. "Mas simplesmente não conseguia fazer nada."


Mas, enquanto preparava um novo curso sobre os Sete Pecados Capitais, Jones começou a reconhecer nos relatos medievais ecos da sua própria infelicidade.

"Você percebe que eles passaram exatamente pelas mesmas coisas que nós", diz. "Os sentimentos sempre foram os mesmos, e as pessoas sempre enfrentaram as mesmas crises."


A acídia (apatia espiritual), ou preguiça, era um dos sete pecados capitais — a estrutura medieval usada para compreender a natureza humana — 


Jones explica que os sete pecados capitais não aparecem na Bíblia. Eles foram formulados por pensadores cristãos dos primeiros séculos, como João Cassiano, e mais tarde sistematizados pelo papa São Gregório Magno que, segundo o historiador escreve no livro, 


"considerava que eles eram a ferramenta ideal para compreender os problemas da mente". Esse esquema de "organizar e interpretar todos os pensamentos" era composto por soberba, inveja, ira, preguiça, avareza, gula e luxúria.


No século 13, surgiram diversos manuais destinados a orientar os padres sobre a melhor forma de ajudar os fiéis a superar esses problemas durante a confissão. "Quando você lê esses textos, o que vê é algo muito parecido com a terapia", afirma Jones. Em vez de repreender os fiéis, "eles estimulavam uma conversa profunda e cheia de nuances, capaz de chegar ao cerne do problema".


Acídia — ausência de amor e vazio espiritual

Entre os sete pecados, a preguiça foi a que mais refletiu o estado de espírito de Jones durante o período em que viveu na Sibéria. 


Hoje, a palavra costuma ser associada à indolência ou à falta de vontade de agir. Já os autores medievais identificavam um vazio emocional mais profundo por trás desse estado.


Conhecida na época como acídia, ela abrangia "uma ausência de amor, uma paralisia do cuidado e um vazio espiritual", escreve Jones. "É quando tudo o que antes iluminava os seus dias passa a despertar apenas indiferença."


Gravura de 1612 retrata o vício da acídia, considerada pelos pensadores medievais um mal que podia ser tratado — 

Jones conta que se identificou especialmente com um texto do século 13 conhecido como MS 306, preservado no Trinity College Dublin, na Irlanda. Nele, o autor descreve a acídia como "estar parado no meio de um rio caudaloso, diante de uma correnteza espumante que bate contra as minhas pernas, mas sem forças para seguir em frente" 


— uma sensação de paralisia que Jones reconheceu imediatamente ao lembrar do inverno que passou na Sibéria.


Já os escritos do Archpoet — um autor anônimo da Alemanha do século 12 — retratam a enorme frustração com o trabalho burocrático, em queixas que poderiam ser feitas por muitos profissionais de hoje.


"Seus poemas falam de alguém que trabalha sem parar em um emprego que considera mesquinho e sem sentido, entregando tudo de si enquanto se esgota completamente."


Jones está longe de ser o único historiador a identificar paralelos entre os males da Idade Média e os da vida contemporânea.


No livro Exhausted (Exaustos, em tradução livre), Anna Katharina Schaffner, historiadora cultural (e coach executiva), estabelece uma relação direta entre a acídia descrita pelos cristãos medievais e o burnout atual, cujos sintomas incluem a tendência a buscar conforto na comida e a recorrer a distrações sem propósito em vez de se dedicar a atividades significativas.


"É um círculo vicioso clássico: quem sofre de acídia se torna cada vez menos capaz de meditar e refletir sobre questões espirituais, enquanto as estratégias inadequadas adotadas para recuperar as energias apenas agravam o problema", escreve Schaffner.

"Nesse sentido, eles são como nós — pessoas do século 21 exaustas pelo burnout, que recorrem a uma série de atividades igualmente improdutivas para evitar lidar com o que realmente importa."


Campos espinhosos e montanhas imponentes

Mas quais eram as soluções? O autor do manuscrito MS 306 responde com uma referência indireta à Bíblia. "Queira você ou não, os jebuseus vivem dentro de suas fronteiras", escreveu. "Você pode subjugá-los, mas não pode exterminá-los."


Jones explica que os jebuseus eram um povo antigo que, em determinado momento, ocupou Jerusalém e não podia ser completamente expulso. A metáfora, segundo ele, aconselha quem sofre de acídia a aprender a conviver com esses sentimentos, em vez de travar uma luta constante contra eles.


O tratado "Treatise on the Virtues and Vices", de Guilherme Peraldus, aconselha quem sofre de esgotamento mental a buscar um propósito maior


O tratado Treatise on the Virtues and Vices (Tratado sobre as virtudes e os vícios, em tradução livre), de Guilherme Peraldus (ou William Perault, no francês), segue uma linha semelhante. "Ele nos diz para lembrar que o campo tomado por espinhos um dia voltará a dar frutos."


Para mudar a forma de encarar essas dificuldades, Peraldus propõe encontrar uma "montanha imponente" — um propósito maior capaz de sustentar a pessoa nos momentos difíceis. "É preciso contar com o apoio e a força de alguém que você ama ou de algo que ama para conseguir seguir em frente", explica Jones. "Se você mantiver a fé naquilo que ama, isso acabará voltando para você."


Jones reconhece que, fora do contexto e sem a autoridade dos textos originais, "essas ideias podem soar como clichês". Ainda assim, observa que elas lembram de forma surpreendente abordagens contemporâneas para tratar o burnout e outros problemas emocionais.


A Terapia de Aceitação e Compromisso, por exemplo, incentiva as pessoas a reconhecerem suas emoções sem tentar mudá-las. Além de aprender a conviver com esses sentimentos, o paciente é estimulado a identificar os seus valores pessoais e a agir de acordo com eles. Acrescente a isso as metáforas medievais dos campos cobertos de espinhos e das montanhas imponentes, e o resultado se aproxima bastante da receita proposta por Peraldus há 800 anos.


Talvez a principal lição deixada por esses pensadores medievais seja a importância do autoperdão — outro tema recorrente na psicoterapia contemporânea.

Jones também cita os escritos de Bernard of Clairvaux, do século 12, um dos fundadores da Ordem dos Cavaleiros Templários.


"Ele comparou viver uma boa vida a correr em um terreno acidentado e diz que qualquer pessoa que percorra uma distância suficiente acabará tropeçando ou caindo", explica Jones. "Todos nós passaremos por momentos em que nos sentiremos completamente sem rumo."


Segundo Jones, há um grande conforto em reconhecer que ninguém sofre sozinho. Seja qual for a aflição, outras pessoas já experimentaram sentimentos semelhantes ao longo de milhares de anos. "É reconfortante sentir a companhia das pessoas que vieram antes de nós", afirma.

domingo, 26 de julho de 2026

Jornais argentinos repercutem discurso de Milei em convenção do PL: 'Tensão com o Brasil está mais alta do que nunca'


Javier Milei ataca Lula e apoia Bolsonaro, gerando tensão diplomática

A participação de Javier Milei na convenção do PL no Brasil gerou repercussão na imprensa argentina, que destacou o aumento da tensão diplomática entre os países.


 Milei atacou Lula, chamando-o de "ladrão" e "prisioneiro", e expressou apoio a Flávio Bolsonaro, gerando críticas por sua interferência na política brasileira. O episódio é visto como parte de sua estratégia para se consolidar como líder da direita na América Latina.


A participação do presidente da Argentina, Javier Milei, na convenção nacional do PL que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República repercutiu na imprensa argentina neste domingo.


 Os principais jornais do país destacaram o tom do discurso do líder argentino, marcado por ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e avaliaram que o episódio elevou a tensão diplomática entre os dois países.


Durante o evento, realizado em São Paulo, Milei chamou Lula de “ladrão”, “presidiário” e “lixo socialista”. As declarações foram feitas diante de apoiadores de Flávio Bolsonaro e foram recebidas com aplausos da plateia.


O Clarín afirmou que “a tensão com o Brasil está mais alta do que nunca” após as “fortes ofensas” dirigidas por Milei ao presidente brasileiro. O jornal destacou que o argentino “se envolveu completamente na campanha brasileira” ao participar do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro e fazer um discurso “repleto de insultos” contra Lula.


O El Tiempo descreveu Milei como a “estrela” do evento e afirmou que o presidente argentino viajou a São Paulo para oferecer apoio internacional à candidatura de Flávio Bolsonaro. 


O jornal observou que, embora parte do público não compreendesse espanhol, os ataques a Lula eram recebidos com aplausos sempre que Milei elevava o tom da voz.


A publicação também destacou que o argentino evitou chamar o presidente brasileiro pelo nome, referindo-se a ele como "Dom Lula", "o esquerdista", "ladrão" e "o prisioneiro". 


O jornal ainda afirmou que Milei "insistiu no erro" ao acusar Lula de "tentar fraudar as eleições de 2023 a seu favor", quando enfrentou Sergio Massa.

Para o El Tiempo, a presença do presidente argentino representou um trunfo para a campanha de Flávio Bolsonaro:


"Para a campanha de Flávio, a presença de Milei foi um trunfo significativo: sua candidatura está atrás nas pesquisas – o Datafolha coloca Lula com 48% contra 43% em um possível segundo turno, com uma diferença que aumentou um ponto percentual desde junho –


 e ele é assolado por escândalos, como a investigação aberta na quinta-feira sobre transferências de um banqueiro preso para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, e uma disputa pública com sua madrasta, Michelle Bolsonaro, que prejudicou sua imagem entre eleitores evangélicos e mulheres", diz a publicação.


Já o Página/12 adotou um tom mais crítico ao tratar da visita. Em sua publicação, o jornal classificou o episódio como uma interferência “descarada” nas eleições brasileiras e afirmou que Milei cruzou “uma nova linha vermelha” ao insultar Lula em território brasileiro.


"O presidente, que fantasia em criar seu próprio 'Grupo Lima' e se tornar uma figura de destaque da direita regional, cruzou uma nova linha vermelha ao chamar seu homólogo brasileiro de 'ladrão'. Ele também chamou o juiz Alexandre de Moraes, que lhe negou um confronto com Jair Bolsonaro, de 'lixo careca'. Ao fazer isso, ele mergulhou de cabeça na campanha eleitoral do país vizinho, que definiu como uma 'batalha' para continuar erradicando o socialismo da região", diz o texto.


Segundo a publicação, o presidente argentino busca se consolidar como uma das principais lideranças da direita na América Latina e acredita que pode influenciar a disputa presidencial no Brasil. O Página/12 também comparou o episódio aos ataques feitos por Milei ao primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, e afirmou que as declarações representam uma resposta ao apoio demonstrado por Lula ao então candidato Sergio Massa durante a eleição presidencial argentina de 2023.


Entenda


Javier Milei fez um longo e duro discurso durante a convenção nacional do Partido Liberal (PL), no sábado, em São Paulo, no qual criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e disse confiar em Flávio Bolsonaro (PL) para “evitar o socialismo”.


Milei pediu para os brasileiros “irem às urnas em 4 de outubro pelo futuro do Brasil” e, com seu tradicional bordão “viva la libertad, carajo”, ainda fez menção ao problema do crime organizado no Brasil e na América Latina.


— Eu creio que Flávio somente pode parar Lula, e trazer uma verdadeira mudança para todos os brasileiros. (...) Creio firmemente que não há outro capaz de parar o efeito de Lula sobre o país. E não há outro para fazer de frente às organizações criminais e narcotráficos, e nisso eu confio plenamente em Flávio Bolsonaro — disse.


O argentino citou a corrupção como um problema que assola todos os países da América Latina, “como um fenômeno atemporal”, e que a esquerda fez do continente um "laboratório de experimentos de sua política".


– Já tentamos o garantismo, já tentamos a paciência e a piedade com quem comete crimes, e todas e cada uma dessas estratégias socialistas fracassaram. Por isso, os brasileiros já sabem que existe apenas uma fórmula bem-sucedida para erradicar a criminalidade: quem faz, paga (...) Já demonstramos que tudo isso é possível na Argentina. Demonstramos que é possível reduzir a criminalidade e recuperar a ordem pública quando se tem mão firme e se pune quem comete crimes – afirmou o argentino.


Milei também falou das condições econômicas de seu país quando ele assumiu o cargo, atrelando isso ao socialismo. Ele criticou o chamado Foro de São Paulo “criado por Lula da Silva e Fidel Castro, uma rede internacional chave para a disseminação do comunismo no continente”.


— O que quero dizer é que o Brasil ainda não viveu as consequências mais nefastas e profundas deste modelo, mas pode vivê-las se não der uma volta de rumo. Confiamos em você, Flávio, para conseguir parar o socialismo — falou.


O presidente argentino também xingou o Alexandre de Moraes, ministro do STF que proibiu sua visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar em Brasília.


— O lixo não me permitiu visitar o meu amigo injustamente encarcerado, quando eu sei que Lula se cansou de receber líderes do exterior quando estava preso, entre eles o nefasto ex-presidente argentino Alberto Fernández — declarou Milei, que havia anunciado na semana passada, durante uma entrevista em seu país, a intenção de visitar Bolsonaro.


Milei é aliado da família Bolsonaro e chegou a afirmar que Jair Bolsonaro sofre “perseguição judicial” no Brasil. A proximidade do argentino com o bolsonarismo é um dos temas que a campanha de Flávio pretende explorar como demonstração do alinhamento entre os dois líderes e mais um capítulo da estratégia de aproximação com nomes da direita internacional.

Receita prevê frustração de R$ 10,8 bi na arrecadação do IR sobre dividendos em 2026 


💰 A arrecadação com o Imposto de Renda sobre dividendos deve somar R$ 17,2 bilhões em 2026, valor significativamente abaixo dos R$ 28 bilhões previstos inicialmente no Orçamento. 


A estimativa foi apresentada nesta sexta-feira (24) pela Receita Federal durante a divulgação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas,


 representando uma frustração de aproximadamente R$ 10,8 bilhões em relação à projeção original.


A tributação dos dividendos foi criada como medida compensatória para cobrir a perda de arrecadação provocada pela ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda


 para contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil, medida que também tem impacto estimado em R$ 28 bilhões neste ano.


Apenas R$ 2,2 bi foram arrecadados no 1º semestre

No primeiro semestre, o desempenho da nova fonte de receita ficou aquém do esperado. De janeiro a junho, a arrecadação somou apenas R$ 2,2 bilhões. 


A Receita Federal espera recuperar terreno no segundo semestre, com projeção de R$ 15 bilhões adicionais entre julho e dezembro.


Claudemir Malaquias, chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, reconheceu que o segundo semestre ainda será acompanhado de perto pelo Fisco. 


"A expectativa é arrecadar cerca de R$ 15 bilhões no segundo semestre, totalizando aproximadamente R$ 17,2 bilhões no ano", disse durante a apresentação do relatório.


Planejamento diz que é cedo para revisar estimativa

Apesar da arrecadação abaixo do previsto, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, defendeu cautela antes de qualquer revisão das projeções. 


Segundo ele, esse tipo de receita não apresenta comportamento uniforme ao longo do ano, o que dificulta conclusões precipitadas com base apenas no resultado do primeiro semestre.


"Não dá para tratar isso de maneira linear. Agora, nós já vamos entrando no segundo semestre e haverá mais base para entender se essa projeção se mantém ou não. No próximo relatório, de posse de números mais atualizados, nós vamos tomar novas decisões", afirmou.


O ministro também destacou que outras receitas tributárias vêm superando as expectativas, ajudando a compensar o desempenho abaixo do esperado da tributação sobre dividendos. 


"Ainda temos uma margem na meta de resultado primário de R$ 10,8 bilhões. Hoje, com as premissas utilizadas no relatório, temos muita segurança sobre o cumprimento com folga da nossa meta",


 disse Moretti. Ele ressaltou ainda que a estimativa de arrecadação total do Imposto de Renda cresceu R$ 12,7 bilhões entre os relatórios bimestrais de maio e julho.


Dividendos acima de R$ 50 mil mensais são tributados em 10%

Pelas regras em vigor, dividendos distribuídos a pessoas físicas passaram a ser tributados em 10%, tanto para residentes no Brasil quanto nas remessas ao exterior. 


Permanecem isentos os valores de até R$ 50 mil mensais recebidos de uma mesma empresa.

Mesmo com a arrecadação inferior ao previsto, o governo manteve as projeções fiscais do Orçamento


 O relatório bimestral estima superávit primário de R$ 10,8 bilhões em 2026, com dedução de gastos autorizada pelo arcabouço fiscal e pelo STF, resultado que permanece dentro da banda de tolerância da meta fiscal. 


A meta central fixada para o ano é um superávit de R$ 34,3 bilhões, equivalente a 0,25% do PIB, com margem que permite resultado até 0,5% do PIB abaixo.


A equipe econômica avalia que a frustração com os dividendos vem sendo parcialmente compensada por outras fontes de receita, incluindo medidas adotadas nos últimos anos para ampliar a tributação de empresas e investimentos no exterior. 


💲 A Receita Federal informou que continuará monitorando o desempenho da tributação sobre dividendos e poderá revisar novamente a estimativa no próximo relatório bimestral, caso o ritmo de recolhimento permaneça abaixo do esperado.

sábado, 25 de julho de 2026

Paramount suspende compra da Warner Bros após risco de multa de US$ 1,7 bi 


🚨A Paramount Skydance (PSKY34) concordou nesta sexta-feira em suspender a aquisição da Warner Bros Discovery (W1BD34) até que seja proferida uma decisão sobre a contestação do 


negócio por parte de estados norte-americanos. A medida mergulha o negócio de US$ 110 bilhões em ainda mais incerteza e pode custar caro à empresa.


O acordo suspende a transação até junho do ano que vem, no máximo, reduzindo em algumas semanas o cronograma original do processo. 


O custo da espera, porém, é elevado. Caso a fusão não seja concluída até 30 de setembro, a Paramount poderá ter que pagar até US$ 1,7 bilhão em multas por atraso aos acionistas da Warner Bros, com cobrança de US$ 7 milhões por dia.


"Estamos ansiosos para defender nosso caso no julgamento", disse o porta-voz da Paramount.

Califórnia e 11 estados entraram com ação antitruste


A Califórnia e outros 11 estados dos EUA ingressaram com uma ação em 13 de julho, argumentando que o acordo criará um gigante da mídia com poder para aumentar os preços no cinema e na televisão. A ação foi movida no tribunal federal de Oakland.


"Suspender essa fusão enquanto nosso processo segue adiante é uma vitória crucial em nossos esforços para fazer valer a lei e proteger as indústrias do cinema e da televisão",


 afirmou a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, que também ingressou com uma ação para bloquear o acordo.


Segundo análise da Reuters sobre casos recentes, desafios semelhantes a fusões levaram, em média, oito meses para que um juiz se pronunciasse, o que sugere que a resolução do processo pode se estender consideravelmente.


📊 A ação judicial ameaça frustrar os planos do presidente-executivo da Paramount, David Ellison, de transformar a companhia em uma grande rival da Netflix (NFLX34) e da Disney (DISB34) 


por meio da fusão com a Warner Bros Discovery. As ações da Paramount caíram 3,3% nesta sexta-feira e acumulam queda de 37% no ano.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Dona do Habib's e Ragazzo consegue proteção judicial com dívida de R$ 312 mi 


💰 O Grupo Gennius, que controla as redes de restaurantes Habib's, Ragazzo e Tendall Grill, obteve na Justiça um pedido de tutela cautelar contra credores da empresa, movimento que costuma anteceder pedidos de recuperação judicial. 


As dívidas do grupo somam R$ 312,41 milhões, segundo a decisão judicial. A informação foi divulgada pelo portal Neofeed e confirmada pelo Globo.


O titular da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, juiz Jomar Juarez Amorim, concedeu parcialmente a cautelar no último dia 1º para 174 sociedades do Grupo Gennius e de seus administradores por 60 dias. 


A medida foi tomada "em prol da preservação da empresa e da maximização dos ativos do devedor", segundo trecho da decisão. O magistrado avaliou que, sem a proteção, as execuções e expropriações poderiam causar uma "liquidação desordenada" do grupo.


Pandemia e mudança nos hábitos de consumo explicam a crise

De acordo com a decisão, a Gennius foi impactada financeiramente pela pandemia de Covid-19, pela mudança nos hábitos de consumo com a


 disseminação das plataformas de marketplace e pelo cenário macroeconômico "extremamente adverso." O grupo opera com quase 400 lojas espalhadas pelo Brasil.


O pedido de proteção abrange 174 empresas e pessoas com envolvimento no grupo, incluindo as razões sociais do Habib's (Alsaraiva Empreendimentos Imobiliários) e das cozinhas da Ragazzo (Allpasta Empreendimentos e Participações), além de centros de produção e de distribuição da rede. 


O fundador Alberto Saraiva, que criou o Habib's em 1988 em São Paulo, também foi incluído no pedido de proteção. Belchior Saraiva Neto, um dos administradores do grupo, igualmente figura no pedido da cautelar.


O Ragazzo foi inaugurado três anos após o Habib's, em 1991. Em 1992, o grupo criou o sistema de franquias, que permitiu a expansão da rede por todo o país.


Procurado, o Habib's confirmou o pedido e disse que o objetivo é "negociar os passivos financeiros acumulados durante o período desafiador dos últimos anos." 


📊 Em comunicado, a rede afirmou que "as lojas do Grupo continuam funcionando normalmente em todo o país, mantendo o mesmo padrão de qualidade e atendimento aos nossos clientes."

Petição que pede exclusão da Argentina da Copa 2030 tem mais de 23 milhões de assinaturas


Uma campanha online que defende a exclusão da Argentina da Copa do Mundo de 2030 ultrapassou a marca de 23,3 milhões de assinaturas e ganhou projeção internacional nos últimos dias.


 O movimento surgiu após a classificação da seleção argentina sobre a Inglaterra na semifinal do Mundial, vencida por 2 a 1, quando jogadores exibiram uma faixa reivindicando a soberania argentina sobre as Ilhas Malvinas.


Além do protesto político, os organizadores da iniciativa sustentam que a equipe teria sido favorecida pela arbitragem durante a competição. Com a repercussão, a FIFA informou, segundo a CNN, 


que analisará o conteúdo do abaixo-assinado e também investigará episódios envolvendo atletas argentinos após a confusão registrada na decisão contra a Espanha.


Os jogadores Nahuel Molina, Leandro Paredes e Thiago Almada, além do auxiliar técnico Roberto Ayala, estão entre os citados. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram Molina aparentemente acertando 


o meio-campista espanhol Rodri durante o tumulto, enquanto Paredes protagoniza um bate-boca com o defensor Eric Garcia.

Caso sejam constatadas infrações, os envolvidos poderão responder com


 base no Código Disciplinar da FIFA, que prevê punições para comportamentos considerados antidesportivos ou prejudiciais à imagem da modalidade.


Batizada de “Fora Argentina”, a campanha afirma que a entidade máxima do futebol e a arbitragem teriam beneficiado a equipe comandada por Lionel Messi ao longo do torneio. Na avaliação dos autores,


 isso teria comprometido a credibilidade da competição, motivo pelo qual defendem que a seleção seja impedida de disputar a próxima edição da Copa do Mundo.


O abaixo-assinado foi encerrado com 23.316.108 assinaturas, tornando-se um dos maiores já registrados no mundo. Apesar da expressiva adesão, ainda ficou abaixo do recorde reconhecido pelo Guinness,


 que pertence à campanha Jubileu 2000. Lançada em 1997 para pedir o perdão da dívida externa dos países mais pobres, a iniciativa reuniu 24.319.181 assinaturas.


 Segundo os organizadores da petição contra a Argentina, apoiadores de 170 países aderiram ao movimento em menos de uma semana.

Tarifas de Trump: Veja os principais itens isentos da nova tarifa de 12,5% 


Os Estados Unidos anunciaram uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, desta vez sob a alegação de que o Brasil não combate de forma eficaz a importação de bens produzidos com trabalho forçado. 


"Os Estados Unidos têm uma proibição de importação de trabalho forçado há quase um século e a aplicam rigorosamente. Já passou da hora de nossos parceiros comerciais fazerem o mesmo", disse o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.


Apesar da nova cobrança, uma série de produtos ficou de fora da lista de sobretaxas. Entre os principais itens isentos estão:


Carne bovina;

Outros produtos animais;

Mudas e sementes;

Hortaliças e legumes;

Raízes e tubérculos;

Frutas e nozes;

Café, chá e erva-mate;

Especiarias;

Cereais e derivados;

Óleos e ceras vegetais;

Açúcar;

Cacau;

Alimentos preparados;

Sucos e bebidas;

Minerais não metálicos;

Minérios e concentrados;

Carvão e coque;

Petróleo e derivados;

Produtos químicos básicos;

Alumina e compostos de alumínio;

Vanádio;

Terras raras e materiais críticos;

Fertilizantes;

Insumos para defensivos agrícolas;

Produtos químicos com limitação de uso;

Borracha natural;

Couros exóticos;

Madeira;

Celulose;

Fibras vegetais para horticultura;

Computadores e armazenamento;

Equipamentos para semicondutores;

Semicondutores;

Outros eletrônicos.


Governo brasileiro reage e fala em reciprocidade

A nova tarifa foi anunciada pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) e será aplicada a um grupo de 60 economias investigadas por supostas falhas no combate ao trabalho forçado em cadeias produtivas. No caso brasileiro, a sobretaxa poderá ser cumulativa com a tarifa de 25% divulgada na semana passada.


Em resposta, o governo brasileiro determinou o acionamento da Lei da Reciprocidade Econômica, instrumento que autoriza o Brasil a adotar medidas proporcionais diante de barreiras comerciais impostas por outros países. O governo brasileiro também contestou a justificativa apresentada pelos Estados Unidos para a nova taxação.


“Tendo em vista o caráter completamente arbitrário e injustificado das tarifas anunciadas contra o Brasil, iniciaremos imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e levaremos o tema ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC”, afirmou o governo por meio de nota à imprensa.

Chance de corte da Selic em setembro vai a zero em um único pregão; entenda o motivo 



🚨 O mercado praticamente zerou nesta quinta-feira (23) as apostas de corte na Selic em setembro, em um movimento brusco de reprecificação dos juros futuros provocado pela escalada das tensões entre EUA e Irã no Oriente Médio e pelo retorno do petróleo Brent ao nível de US$ 100 o barril. Hoje, a taxa básica de juros está em 14,25% ao ano.


Ainda ontem (22), as Opções do Copom negociadas na B3 (B3SA3) apontavam 52% de chance de algum corte na Selic em setembro. Na curva a termo, o mercado chegava a precificar uma redução de 5 pontos-base para o mesmo mês.


 Em um único pregão, esse cenário foi completamente revertido. A reprecificação não foi exclusiva ao Brasil. Nos EUA, o retorno do título de dez anos, referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito, 


atingiu o maior nível desde janeiro de 2025, chegando a 4,714% pela manhã e superando a máxima intradia de 4,687% registrada em maio deste ano.

Os investidores também ampliaram as apostas de alta nos juros americanos nos próximos meses. 


Segundo a ferramenta FedWatch do CME Group, a probabilidade de elevação nos juros pelo Fed (Federal Reserve) em setembro superou 80% ao longo do dia.

No fechamento do pregão regular, 


a mesma ferramenta apontava 66,3% de chance de manutenção dos juros americanos na faixa de 3,50% a 3,75% na decisão de 29 de julho, com 33,7% de probabilidade de alta de 25 pontos-base e nenhuma chance de corte.


Por aqui, as taxas de DI voltaram a se aproximar de 15%, com avanço de mais de 20 pontos-base nos vértices de médio prazo ao longo do dia.

A taxa de DI para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou a 14,045%, 


alta de quase 10 pontos-base frente aos 13,950% do fechamento anterior. Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, subiu 21 pontos-base, encerrando as negociações em 14,705%, ante 14,490% da véspera. 


A taxa de DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia a 14,825%, avanço de 14 pontos-base em relação ao fechamento de ontem.


Agosto ainda tem chances de corte, mas o ambiente ficou mais incerto

Apesar do fechamento das apostas para setembro, a curva a termo mantém a chance de corte na Selic na próxima decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), marcada para 5 de agosto. 


Há cerca de 68% de chance de redução de 25 pontos-base, segundo Flávio Serrano, economista-chefe do banco BMG, ante 32% de probabilidade de manutenção.


O cenário, porém, ficou consideravelmente mais nebuloso. Desde a semana passada, os agentes financeiros precificavam mais uma rodada de cortes após dados de inflação mais benignos no Brasil e nos EUA. 


📊 A escalada das tensões no Oriente Médio e o retorno do petróleo ao patamar de três dígitos mudaram esse cálculo de forma abrupta, recolocando o risco inflacionário no centro das atenções do mercado.

Os 30 clubes que mais cederam jogadores para a Copa do Mundo de 2026


Você sabia que alguns clubes lucram milhões de dólares apenas por liberar seus atletas para a Copa do Mundo?


A FIFA paga uma compensação financeira aos clubes por cada jogador convocado, e os gigantes do futebol europeu dominaram o ranking. Mas o Flamengo também aparece entre os destaques da América do Sul.


Top 30 clubes que mais cederam jogadores


Manchester City – 19 jogadores

Bayern de Munique – 18

Arsenal – 17

Paris Saint-Germain – 17

Barcelona – 15

Crystal Palace – 12

Manchester United – 12

Al-Hilal – 12


Atlético de Madrid – 12

Liverpool – 11

Borussia Dortmund – 11

Galatasaray – 11

Real Madrid – 10

Chelsea – 10

Juventus – 9

Inter de Milão – 9


Milan – 9

Benfica – 9

Sporting – 8

RB Leipzig – 8

Bayer Leverkusen – 8

Tottenham – 8

Ajax – 7

Napoli – 7

Sevilla – 7

Porto – 7


E os principais SulAméricanos: 


Flamengo – 4

Palmeiras – 4

River Plate – 4

Boca Juniors – 4



Os clubes que mais lucraram com a Copa do Mundo!

Você sabia que a Copa do Mundo não beneficia apenas as seleções? Os clubes também recebem milhões de reais por liberar seus jogadores.


A FIFA paga uma compensação financeira por cada atleta convocado, e o Manchester City liderou o ranking mundial ao ceder 19 jogadores. Logo atrás aparecem Bayern de Munique com 18, Arsenal e PSG com 17, além de Barcelona, Liverpool e Real Madrid.


Mas o futebol brasileiro também marcou presença. O Flamengo foi um dos clubes sul-americanos com mais convocados, enviando Wesley, Léo Ortiz, Arrascaeta e Gonzalo Plata. Com isso, o Rubro-Negro deve receber alguns milhões de reais da FIFA.


Essa compensação ajuda os clubes a reduzir o impacto de perder atletas durante o torneio e ainda representa uma importante fonte de receita.


Na sua opinião, qual clube montou o elenco mais forte da Copa do Mundo? Escreva nos comentários.

E se você gosta de futebol, finanças e curiosidades do esporte, deixe o like, inscreva-se no canal e ative o sino para não perder os próximos vídeos.

Banco do Brasil (BBAS3) revela impactos da ajuda do governo Lula aos produtores rurais 


As dívidas do agronegócio com o Banco do Brasil (BBAS3) são um dos principais gargalos que a estatal precisará enfrentar para voltar a gerar valor aos seus acionistas, por isso, a instituição financeira tratou de comentar nesta quarta-feira (22) os possíveis impactos que a Medida Provisória das dívidas rurais terá em seus resultados.


Só o BBAS3 carrega uma carteira de crédito do agronegócio na faixa dos R$ 418,4 bilhões, logo comunicou ao mercado que a Medida Provisória do governo federal poderá contribuir para o reequilíbrio do fluxo de caixa da estatal.


Nas palavras do Banco do Brasil, uma possível regularização financeira dos produtores rurais favorecerá a continuidade de suas atividades produtivas. Todavia, quanto às projeções de impactos efetivos nos resultados, a empresa foi bem mais modesta.


"Neste momento, não é possível estimar os impactos da Medida Provisória sobre os indicadores financeiros, patrimoniais e de resultado do Banco, uma vez que tais efeitos dependem, entre outros fatores, das condições definitivas a serem estabelecidas na regulamentação aplicável e do volume efetivamente renegociado com produtores rurais elegíveis, em conformidade com a Política Específica de Crédito do BB", comentou Janaína Storti, gerente geral de Relações com Investidores, do BBAS3, em comunicado.


Por outro lado, o ministro da Fazenda já sinalizou que o Banco do Brasil tem o compromisso de receber os agricultores endividados, renegociar as dívidas para que o recém-lançado Plano Safra comece a operar em plena forma. 


se você tivesse investido R$ 1 mil em Banco do Brasil (BBAS3) há dois anos, hoje você teria R$ 850,00, já considerando o reinvestimento dos dividendos. A simulação também aponta que o Ibovespa teria retornado R$ 1.388,60 nas mesmas condições.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Bolsa se aproxima dos R$ 5 trilhões em valor de mercado; veja empresas mais valiosas 


A Bolsa brasileira voltou a flertar com a marca dos R$ 5 trilhões em valor de mercado, impulsionada pela valorização de algumas das suas principais empresas.


💰 De acordo com um levantamento da Elos Ayta Consultoria, o conjunto das mais de 300 companhias listadas na B3 era avaliado em R$ 4,96 trilhões no fechamento dessa quarta-feira (22). 


É o segundo maior valor de mercado da história da B3, atrás apenas do recorde de R$ 5,0 trilhões observado em 2020.


A marca foi alcançada depois que o Ibovespa saltou 2,44% e ganhou R$ 104,2 bilhões em valor de mercado no pregão dessa quarta-feira (22).


O salto foi impulsionado sobretudo pelas ações da Weg (WEGE3), Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4), que subiram forte diante de resultados positivos no segundo trimestre de 2026 e da alta do petróleo.


Onde está esse dinheiro?

De acordo com a Elos Ayta Consultoria, a onda compradora dessa quarta-feira (22) beneficiou empresas de diferentes setores econômicos. Porém, boa parte do valor de mercado da Bolsa brasileira segue concentrada em grandes companhias.


Atualmente, apenas 12 empresas listadas na B3 são avaliadas acima de R$ 100 bilhões. A lista é encabeçada pela Petrobras, pelos bancos e pela Vale.


Veja as 12 empresas mais valiosas da B3, em 22/07/26:


Petrobras (PETR4): R$ 588,4 bi;

Itaú (ITUB4): R$ 487,4 bi;

Vale (VALE3): R$ 320,2 bi;

Ambev (ABEV3): R$ 251,6 bi;

BTG Pactual (BPAC11): R$ 246,6 bi;

Weg (WEGE3): R$ 196,1 bi;

Bradesco (BBDC4): R$ 187,5 bi;

Axia (AXIA3): R$ 148,1 bi;

Banco do Brasil (BBAS3): R$ 120,4 bi;

Telefônica (VIVT3): R$ 113,0 bi;

Sabesp (SBSP3): R$ 103,2 bi;

Santander (SANB11): R$ 100,7 bi.


Recorde, mas nem tanto

Apesar de ter voltado a se aproximar da marca histórica dos R$ 5 trilhões em valor de mercado, a bolsa brasileira ainda não recuperou o protagonismo da década passada no mercado mundial.


💸 Levantamento da Elos Ayta Consultoria explica que a avaliação do mercado brasileiro segue abaixo de US$ 1 trilhão quando medida em dólares.

Neste caso, o recorde foi registrado em 2012, quando o conjunto das empresas listadas na B3 alcançou um valor de mercado de aproximadamente US$ 1,18 trilhão.


A marca foi registrada em um momento em que o dólar valia cerca de R$ 2 e a bolsa recebia um forte fluxo de capital estrangeiro, devido ao ambiente internacional mais favorável aos mercados emergentes.


"Enquanto em reais a bolsa praticamente dobrou de tamanho ao longo da última década, a desvalorização da moeda brasileira reduziu significativamente esse crescimento quando convertido para dólares",


 explicou o CEO da Elos Ayta Consultoria, Einar Rivero.

Segundo ele, esse dado mostra que o fortalecimento do mercado brasileiro no cenário global "dependerá não apenas da valorização das empresas listadas, mas também de fatores macroeconômicos como estabilidade cambial, crescimento econômico sustentável e continuidade do fluxo de investimentos para o país".

Quadrados coloridos no fundo da caixa de leite: para que servem e por que alguns têm e outros não


Um detalhe quase invisível desperta dúvidas antigas e continua confundindo milhares de consumidores



Ao escolher uma caixa de leite no supermercado, muitas pessoas já ouviram o alerta para evitar embalagens com quadrados coloridos no fundo, sob a alegação de que isso indicaria um produto reprocessado.


A informação, porém, é falsa. Especialistas explicam que esses pequenos marcadores não possuem qualquer ligação com a qualidade, a procedência ou o processamento do leite, sendo apenas parte do controle técnico utilizado durante a fabricação das embalagens.


A nutricionista Cynthia Zattera, formada pela Universidade Veiga de Almeida (RJ) e pós-graduada em reprogramação epigenética, afirma que a crença circula há anos, principalmente em redes sociais e aplicativos de mensagens, sem qualquer comprovação.


Segundo ela, também não existe fundamento para outro boato bastante conhecido, de que pontos ou números impressos na parte inferior da embalagem indicariam diferentes níveis de qualidade ou reprocessamento do produto.


Controle de impressão

De acordo com a médica Patrícia Santiago, formada pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e pós-graduada em nutrologia, os quadrados coloridos são chamados de códigos de controle de impressão, também conhecidos como blocos de controle de cores.


Eles fazem parte do processo gráfico das embalagens e permitem que os operadores acompanhem a fidelidade das cores durante a impressão.

As marcações representam o padrão CMYK, ciano, magenta, amarelo e preto, utilizado mundialmente na indústria gráfica para garantir que as tonalidades sejam reproduzidas corretamente e que os equipamentos permaneçam calibrados.


A presença ou ausência desses quadrados depende do projeto gráfico e do processo de impressão adotado pelo fabricante da embalagem, motivo pelo qual algumas caixas exibem os marcadores e outras não.


O detalhe não interfere na segurança alimentar, na validade, na composição ou na qualidade do leite. Especialistas ressaltam que interpretações equivocadas sobre símbolos industriais costumam alimentar boatos que se espalham rapidamente pela internet.


Para o consumidor, a recomendação é observar informações realmente importantes na embalagem, como prazo de validade, integridade da caixa, condições de armazenamento e registro dos órgãos responsáveis pela fiscalização sanitária.