Rio 2016: saiba como estão as estrelas estrangeiras dez anos depois
Há dez anos, nas Olimpíadas do Rio 2016, quatro grandes nomes do esporte mundial fizeram valer toda a aposta de que eles seriam os principais astros estrangeiros da competição.
Passada uma década da única edição olímpica disputada na América do Sul, Michael Phelps, Usain Bolt, Simone Biles e Teddy Riner trilharam caminhos distantes, dentro e fora das piscinas, pistas, tablados e tatames. Eles estão envolvidos em atividades, como golfe e dominó, superando um drama de saúde ou buscando a retomada da carreira.
O ge mostra por onde andam os quatro ícones que subiram aos lugares mais altos dos pódios e encantaram o público, in loco, no Rio, e em todos os cantos do planeta.
Michael Phelps
Na Rio 2016, o maior astro da história da natação, então com 31 anos, disputou seis provas e ganhou seis medalhas, sendo cinco ouros e uma prata. O topo do pódio só não veio nos 100m borboleta, quando o jovem Joseph Schooling, de Cingapura, barrou o ídolo. Foi a despedida olímpica de Phelps após cinco Olimpíadas.
Atualmente com 41 anos, Phelps é casado, desde 2016, com Nicole Johnson, com quem tem quatro filhos. E ele pratica outro esporte: o golfe. Michael pode ser encontrado em campos ao redor dos Estados Unidos, mas não é profissional. Ele treina bastante e participa de torneios de celebridades e eventos por equipes, como a Ryder Cup.
Quando não está se exercitando, o maior medalhista olímpicos de todos os tempos atua como porta-voz de importantes causas, como a saúde mental. Em palestras pelo mundo, Phelps fala abertamente sobre suas próprias lutas contra a depressão severa, com direito a pensamentos de morte, durante e após a carreira nas piscinas.
O americano também comanda a Fundação Michael Phelps. Por meio de instituição de caridade, ele "promove a segurança na água, a vida saudável e o suporte à saúde mental, com foco especial em crianças". Para não ficar muito longe das piscinas, o ex-nadador atua como comentarista de televisões americanas em eventos como Olimpíadas e Mundiais.
Usain Bolt
Não era noite de voo solo. Era noite de trabalhar em equipe e usar o próprio brilho para consagrar os companheiros. Mas mesmo tratando-se de um quarteto, quem todos queriam ver era Usain Bolt. E o Raio não decepcionou. Caiu pela terceira vez no mesmo lugar: no topo do pódio.
Bolt está aposentado desde 2017, quando foi bronze nos 100m rasos do Mundial de Londres. Ele tentou ser jogador de futebol, mas desistiu. Hoje, com 39 anos, vive em uma mansão na capital da Jamaica, Kingston.
Ele é casado e tem três filhos. O nome da mais velha, de 5 anos, é uma homenagem ao seu legado: Olympia Lightning, que na tradução do inglês é Olímpia Relâmpago, um misto de homenagem aos Jogos Olímpicos e ao apelido dele nas pistas.
Sabe quais as atividade que tomam mais tempo de Bolt? Jogar dominó e atuar com DJ. Em entrevistas recentes, o jamaicano revelou que leva muito a sério esse hobby. Ele joga dominó com amigos por cerca de seis horas diárias e organiza até torneios locais. Já a skin musical pode ser vista em festas e em gravações com artistas locais da Jamaica.
Algo também curioso é que, o até agora recordista mundial dos 100m (9s58) e 200m (19s19), diz que não é fã de corridas de atletismo. E, veja só, ele afirma que fica sem fôlego ao subir escadas. Mas, mesmo assim, Usain assegura que bate ponto na academia para não ganhar muito peso.
Simone Biles
Ela pisou em solo olímpico como Simone Biles. A dona de 10 ouros em Mundiais, mas que tinha uma provação pessoal: brilhar em sua primeira participação nos Jogos. E vai deixar o Rio como Simone Biles I.
Por aqui a americana foi alçada a posto de rainha. Não só da modalidade, mas de carisma e simpatia também.
Atualmente com 29 anos de idade, Simone segue na ativa, mas não compete desde as Olimpíadas de Paris 2024. Na ocasião, a estrela conquistou três ouros (salto, individual geral e por equipe) e uma prata (solo), quando foi superada pela brasileira Rebeca Andrade na decisão.
Em maio deste ano de 2026, Biles revelou que sofreu um grande drama de saúde. Nas redes sociais, a americana postou uma foto com várias pulseiras de hospital em seu pulso e chegou a dizer que "quase morrer não estava nos seus planos", mas não deu maiores detalhes.
Simone definiu a situação como "uma das experiências mais assustadores de sua vida", principalmente pela ausência do marido, o jogador da NFL Jonathan Owens. Ela disse ter passado a semana de repouso na cama.
Teddy Rinner
O ouro mais certo na Olimpíada do Rio, seja qual for o esporte, foi entregue na tarde desta sexta-feira, no último dia do judô, na Arena Carioca 2.
Aos 27 anos de idade, o mito francês Teddy Riner enfileirou seus rivais, ignorou as vaias da torcida, iniciadas após ele bater o brasileiro Rafael Silva nas quartas, e fez o que quis para conquistar o bicampeonato olímpico e alcançar a marca de 112 lutas de invencibilidade no peso-pesado (acima de 100kg).
Não tinha para ninguém nos tatames. Quando Riner entrava para lutar, ele não perdia. Tanto que ele ficou dez anos sem ser derrotado. Isso só aconteceu novamente após 154 combates, em fevereiro de 2020, no Grand Slam de Paris.
Nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, disputados em 2021 por conta da pandemia de coronavírus, Teddy sofreu a segunda desilusão olímpica. Assim como ocorrera em Pequim 2008, ele foi derrotado nas quartas e acabou indo atrás da medalha de bronze, além de ser ouro por equipes. A volta por cima no individual veio em casa. Em Paris 2024, o astro ganhou duas medalhas de ouros: no acima de 100kg e por equipes.
Com cinco ouros e dois bronzes olímpicos no currículo, além de dez títulos mundiais, Teddy é um astro pop na França. Ele participa de diversos comerciais de televisão e faz participação em séries, dentre outros.
Atualmente, ele tem 37 anos de idade e não luta desde as Olimpíadas na capital francesa, há dois anos. Mas a aposentadoria está longe e ele planeja uma retomada triunfal na carreira: ganhar mais um ouro no peso-pesado nos Jogos de Los Angeles 2028.
Recuperado de uma cirurgia no cotovelo direito, Riner tem retorno aos tatames marcado para o Grand Slam de Lausanne, na Suíça, no final deste mês de agosto. Ele tem treinado bastante nas dependências do Paris Saint-Germain. Usando sua fama, o clube francês, mais conhecido pelo futebol, tem uma equipe cada vez mais forte de judô.
Teddy também tem atuação destacada como Embaixador da Boa Vontade da UNICEF. Ele participa de diversas campanhas globais voltadas ao bem-estar e à saúde de crianças pelo mundo.