Em uma noite tempestuosa, Daniel Graham e Adam Carruthers derrubam a icônica árvore Sycamore Gap, famosa pelo filme 'Robin Hood'. Armados com motosserras, eles filmam o ato de vandalismo, que causa danos à Muralha de Adriano e gera indignação pública. Durante o julgamento, provas contundentes não conseguem explicar suas motivações, deixando um mistério sobre a destruição de um patrimônio natural e um lamento coletivo pela perda.
#vandalismo #natureza #patrimonio #SycamoreGap #historia
Em uma noite escura e tempestuosa no norte da Inglaterra, Daniel Graham e Adam Carruthers partiram para executar um plano audacioso e irracional. A tempestade rugia conforme os dois amigos, armados com motosserras, avançavam rumo ao seu destino: a Sycamore Gap.
Essa árvore, famosa por sua aparição no filme "Robin Hood, O Príncipe dos Ladrões", era uma figura icônica ao pé da Muralha de Adriano e tinha mais de 200 anos de história.
Graham, dono de uma empresa de terraplenagem, e Carruthers, um administrador de propriedades e mecânico experiente, não eram estranhos ao mundo dos cortes de árvores.
Filmando cada momento, a dupla derrubou o sicômoro majestoso em questão de minutos sob o manto da noite. A notícia se espalhou rapidamente, e a indignação crescendo como um incêndio. O Tribunal da Coroa de Newcastle rapidamente classificou o ato como "vandalismo irracional".
Além da perda da árvore, danos foram causados à Muralha de Adriano, aumentando o prejuízo total para mais de 620 mil libras. Por que alguém cometeria tal ato? Durante o julgamento, as evidências foram devastadoras contra os dois homens.
Vídeos mostravam claramente a silhueta de uma pessoa ao fundo, e o som inconfundível de uma motosserra preenchia o ar enquanto a árvore caía por terra. Mensagens de texto e voz gabando-se do feito foram reapresentadas para o júri, compartilhadas avidamente por Graham e Carruthers.
Apesar das provas esmagadoras, os dois se mantiveram firmes em suas negações, cada um culpando o outro, sem qualquer explicação plausível para suas ações. O mundo reagia com perplexidade à destruição irracional de um patrimônio natural tão significativo.
Despertando o lamento generalizado entre aqueles que admiravam a beleza tranquila da Sycamore Gap. Mesmo condenados, o motivo para tal ato ainda permanecia envolto no mistério, deixando um grande vazio no coração do país, tão grande quanto o espaço vazio deixado pela árvore outrora vigorosa.
Essa história serve como um pungente lembrete dos atos de destruição insensata que os seres humanos podem infligir à natureza, em busca de um objetivo inexplicável e talvez nunca compreendido.
Árvore de Robin Hood: dupla é condenada por “vandalismo irracional”
Graham e Carruthers dirigiram 48 quilômetros em meio a uma tempestade para derrubar a árvore Sycamore Gap, no norte da Inglaterra
Dois homens foram considerados culpados pelo corte da árvore de Sycamore Gap, no norte da Inglaterra, reconhecida após aparição em uma cena de destaque no filme Robin Hood, O Príncipe dos Ladrões, de 1991. Daniel Graham, 39 anos, e Adam Carruthers, 32, foram sentenciados em 15 de julho por danos criminais ao meio ambiente.
Classificada como sicômoro, a árvore de grande porte, nativa de regiões tropicais e meridionais da África, foi considerada uma das mais fotografadas do país e existia havia cerca de 200 anos. Próxima à Muralha de Adriano, ela foi derrubada na madrugada de 28 de setembro de 2023.
O Tribunal da Coroa de Newcastle classificou a ação como “ato de vandalismo irracional” e estimou o prejuízo causado pelo crime: 620 mil libras pelo corte da árvore e mais de 1 mil libras por danos à Muralha de Adriano, em Northumberland, patrimônio mundial da Unesco.
Graham e Carruthers dirigiram 48 quilômetros em meio a uma tempestade para derrubar a árvore durante a noite em alguns minutos.
Graham era dono de uma empresa de terraplenagem, e Carruthers, que trabalhava com administração de propriedades e mecânica, eram “amigos com conhecimento e experiência em motosserras e corte de árvores”, segundo o tribunal. A dupla filmou o momento em que a árvore foi derrubada.
No julgamento, os promotores do tribunal exibiram imagens mostrando a árvore sendo cortada e provaram que o carro da dupla havia viajado em direção à árvore na noite em que ela foi derrubada. Em um dos vídeos, é possível ouvir o som de uma motosserra e ver a silhueta de uma pessoa.
No dia seguinte à depredação do patrimônio natural, mensagens de texto e voz dos dois homens se gabando do ato foram mostradas ao júri, enquanto a notícia do corte da árvore se espalhava pelo mundo.
Os suspeitos negaram as acusações, culparam um ao outro e não deram nenhuma explicação sobre o motivo de terem derrubado a árvore.
